Superliga europeia morre de vez. Projeto estava destinado ao fracasso

Vinicius Cordeiro

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Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, da Inglaterra. Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, na Espanha. Inter de Milão, Juventus e Milan, da Itália. Esses foram os 12 clubes que passaram a maior vergonha da história do futebol deste século e anunciaram a Superliga da Europa (European Super League) – entenda aqui toda a loucura projetada.

A ideia dessa Superliga, já falecida, foi uma cretinice. Não havia nenhuma justificativa plausível ou melhora esportiva. Foi um completo desrespeito com centenas de equipes.

Os donos dos ‘maiores clubes’ do mundo deram show nas explicações. “Isso vai gerar mais dinheiro”, resumiu Florentino Pérez, presidente do Real Madrid e ex-mandatário da Superliga. Hoje o merengue admitiu o fim da competição, apesar de manter a ideia de uma reforma nas organizações esportivas. O atestado de óbito da Superliga foi, de fato, hoje: o Real, líder do movimento, apagou a nota original do campeonato após até a Juventus, principal apoiadora, recuar.

A divulgação inicial da Superliga, na madrugada do domingo e em um veículo de comunicação próximo a Pérez, dava o tom de como tudo caminharia. Não houve coletiva, muitos detalhes e nem questionamentos. Tudo feito às escuras entre os investidores do clube privado.

Não durou dois dias: as torcidas dos clubes ingleses se manifestaram contra. Os jogadores protestaram. Os principais técnicos, como Pep Guardiola e Jürgen Klopp, também refletiram no quanto seria ruim para o esporte.

O interessante foi que tudo aconteceu com um movimento de ex-atletas. Gary Neville, Rio Ferdinand, Jamie Carragher, capitães de Manchester United e Liverpool, foram os responsáveis por puxar o contra-ataque.

Até mesmo o príncipe William, da família real britânica, e o primeiro-ministro Boris Johnson se envolveram, mostrando a seriedade do futebol na Inglaterra.

Convenhamos que qualquer um que goste do esporte não aprovaria tamanha idiotice. Selecionar 12 clubes por causa da conta bancária, menosprezando tantas outras equipes recheadas de histórias, foi uma tolice.

Romper com FIFA e UEFA será duro e é dever de todos os envolvidos, caso achem necessários. Por isso a Superliga estava pronta para o fracasso.

O mercado e investimentos são fundamentais no esporte, mas há de se estabelecer um limite. Isso foi feito na Europa.

DESISTÊNCIAS

A onda de protestos foi gigante e fez com que os clubes ingleses fossem os primeiros a abrir mão. O Manchester City foi o primeiro a sinalizar o fim da Superliga Europeia, seguidos por United, Arsenal, Liverpool, Tottenham e Chelsea.

Nesta quarta (21), Atlético de Madrid, Inter de Milão, Juventus e Milan se juntaram, mostrando algum tipo de moral. Restou a dupla abandonada Barcelona e Real Madrid, abraçada na vergonha.

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