Maradona, Drogas, F1 e Dragster

Piti Hauer


“Eu era, sou e serei um viciado em drogas”

Maradona, em 1996, quando era uma das figuras que faziam parte da campanha “Sol sem drogas”.

 

 

E, de repente, o mundo dos esportes ficou mais triste. A arte nos campos de futebol, de quem sabia conversar com a bola e a tratava com respeito, perdeu um de seus maiores jogadores do mundo. Dom Dieguito, “La mano de Dios” e chamado de D1OS pelos “los hermanos portenhos”, logo se fez presente na carreira de Maradona, misturando Deus em espanhol e o número da camisa do craque.

 

Poucos, raríssimos, jogaram como ele, mas muitos fizeram uso de drogas/SPA como ele, entre elas álcool, ilícitas e medicamentos prescritos (as vezes nem tão prescritos). Em 2017, em entrevista para a TV Italiana “Canale 5” falou: “”Tinha 24 anos quando consumi droga pela primeira vez. Em Barcelona. Foi o erro maior da minha vida. A droga é o maior problema, a droga mata. Me considero um sortudo por poder falar disto.”

 

E foi em Barcelona que o coquetel, drogas, amigos “nem tão amigos”, dinheiro, baladas e mulheres levaram o controverso Maradona a tornar-se um dependente químico. As notícias falam da “causa mortis” como sendo uma parada cardiorrespiratória, mas não comentam que o agravamento de sua saúde é decorrente do uso excessivo de drogas durante boa parte de sua vida. Em uso de drogas viveu como um Dragster, aquele veículo de arrancada que atinge mais de 500 KM em poucos segundos, numa velocidade demasiada e excessiva.

 

Retornando para a Argentina e limpo há mais de 16 anos, tocou sua Vida como um grande e experiente campeão de Fórmula 1 e  prestes a deixar o circo da F1, de uma maneira tranquila e consciente do que viveu e como disse em 2004, sobre o problema de saúde e com drogas, em entrevista à rede argentina “Canal 9” – “Estou perdendo por nocaute.” Vaya com Dios e descanse, Maradona!!

 

 

 

 

 

 

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Presidente da Comissão de Políticas sobre Drogas da OAB-PR. Vice-presidente no Conselho Estadual de Políticas Públicas sobe Drogas do Estado do Paraná representando a OAB-PR. Especialista em Dependência Química pela UNIFESP. Professor na Faculdade Bagozzi. 1° Vice-Presidente da Fepact - Federação Paranaense das Comunidades Terapêuticas.
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