Alemanha destina recursos para estudar sintomas persistentes da covid

Redação

Alemanha estuda sintomas persistentes de covid

O governo da Alemanha informou que vai alocar 5 milhões de euros para subsidiar estudos  sobre sintomas persistentes em pacientes que tiveram covid. O Ministério da Educação e Pesquisa alemão estima entre 360 mil e 500 mil pessoas nesta condição no país. As informações foram publicadas pela agência portuguesa Lusa.

Anja Karliczek, ministra da Educação e Pesquisa, disse nesta segunda-feira (31) que é importante  entender os sintomas pós-covid-19.  Ainda não existem conhecimentos suficientes para poder tratar os doentes da melhor forma possível, segundo ela.

Conforme noticiou a agência, o objetivo do financiamento das investigações é aumentar os conhecimentos nesta matéria – a partir dos dados científicos já disponíveis -, destinando-se principalmente a grupos de investigação interdisciplinares com acesso a pacientes, dados e exames.

A ministra alemã deu como exemplo de informação disponível os dados recolhidos por uma rede de 36 clínicas universitárias, financiadas com 150 milhões de euros pelo Ministério, e que já têm entre os seus projetos um dedicado aos sintomas persistentes da covid-19.

A Alemanha está no caminho certo para superar a pandemia com números que refletem uma tendência positiva, disse a ministra. Mas ela admitiu  que há um número “considerável” – o de pacientes com sintomas persistentes – que continua a causar grande preocupação.

Alemanha tem 10% dos afetados com sintomas persistentes pós-covid

Segundo a agência portuguesa, a Alemanha totalizou 3.681.126 casos positivos de covid desde o início da pandemia. Desses, 10% apresentam complicações derivadas da doença. Ou seja, com sintomas que duram mais de três meses, segundo a ministra.

Ela explicou que o que é “traiçoeiro” nos sintomas pós-covid-19 é que eles aparecem independentemente de como cada paciente superou a infeção. Assim, independe de se o paciente teve com um quadro clínico sério ou com poucos ou nenhum problema.

Além disso, em relação aos sintomas, a ministra explicou que são muito individuais e muito diferentes, de “natureza multifatorial”. Há cansaço extremo, dor de cabeça, falta de ar e problemas de concentração, entre os 50 sintomas já observados em pacientes, disse ela.

O diretor da Clínica de Medicina Interna e do Instituto de Biologia Molecular da Clínica Universitária de Schleswig-Holstein, Stefan Schreiber, explicou que não se trata da sequela de um vírus do qual o paciente ainda não se recuperou. Mas sim de “um novo quadro clínico próprio”.

Pouco mais de 10% revelam “consequências graves”, seis a nove meses após a recuperação do novo coronavírus, disse Schreiber. Hoje eles representam entre 360 mil e 500 mil pessoas.

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