Anvisa recusa pedido emergencial da vacina russa Sputinik V

Redação

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recusou os documentos da vacina russa Sputinik V por dados insuficientes. O laboratório União Química e o Fundo de Investimento da Rússia tinham requerido o pedido para uso emergencial do imunizante ontem (15).

“A Agência esclarece que não basta o pedido de autorização de estudo clínico de fase 3 estar protocolado para pedir uso emergencial. É necessário que tais estudos estejam em andamento no país, além de outras medidas condicionantes já previstas”, diz nota divulgada pela Anvisa.

Dessa forma, o pedido do uso emergencial foi devolvido à empresa, que pode, ou não, iniciar os testes da fase 3 no Brasil.

A vacina russa Sputinik V foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou e foi registrada no Paraguai, para uso emergencial, nesta sexta-feira (15). O imunizante é utilizado para combater a covid-19 em outros três países da América do Sul: Argentina, Bolívia e Venezuela.

Na Argentina, 99,3% das reações atribuídas à Sputnik V foram leves ou moderadas. Os cidadãos argentinos começaram a ser imunizados em dezembro.

SPUTINIK V USA TECNOLOGIA SEMLHANTE À VACINA DE OXFORD

A Sputinik V utiliza de adenovírus modificados para provocar resposta imune contra a Covid-19. Segundo o governo russo, a eficácia é de 92%, mas o estudo ainda precisa ser revisado e publicado. Em duas doses, a proteção chega a 95%.

A tecnologia da vacina russa, conhecida como vetor viral, é a mesma usada pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em dezembro, a Inglaterra aprovou o uso deste imunizante, com foco na proteção de idosos e profissionais da saúde.

A vacina desenvolvida pela Janssen – braço farmacêutico da Johnson & Johnson -, que também é testada no Brasil, é outro imunizante baseado na técnica do vetor viral. Os resultados preliminares da fase 3 ainda não foram concluídos.

ANVISA DECIDE USO EMERGENCIAL DE DUAS VACINAS NESTE DOMINGO

O uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford/Astrazeneca será avaliado neste domingo (17) pela Anvisa. Caso elas sejam aprovadas, o início da vacinação contra o coronavírus no Brasil pode ocorrer nesta próxima semana.

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