Anvisa: Diretor-presidente destaca importância das vacinas; assista ao vivo

Redação

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Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fez um discurso de defesa da vacina no enfrentamento da pandemia de covid-19. Foi ele quem abriu a reunião que avalia os pedidos feitos pelo Instituto Butantan e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford/AstraZeneca, respectivamente. Assista ao vivo a reunião da Anvisa!

“Nossa melhor chance nessa guerra passa pela mudança de comportamento social. Sem as vacinas, a vitória não será alcançada”, afirmou.

Já o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, ressaltou que a aprovação de qualquer vacina é extremamente complexa e destacou o uso emergencial nunca teve tanta demanda no mundo.

“É uma análise criteriosa, que demanda tempo e um esforço técnico enorme. É um momento crítico e histórico. A Anvisa nunca concedeu esse tipo de registro. Posso afirmar que nunca vivemos uma situação como essa, de tanto senso de urgência”, completou.

AO VIVO: ANVISA DEFINE O USO EMERGENCIAL DAS VACINAS CORONAVAC E OXFORD/ASTRAZENECA

Assista, ao vivo, a reunião que define o uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford/AstraZeneca.

COMO É A REUNIÃO

A reunião vai ser iniciada com a abertura da relatora dos dois pedidos de uso emergencial das vacinas, a diretora da Anvisa Meurize Freitas. Depois disso, os especialistas farão uma apresentação das análises técnicas de cada uma das vacinas. Serão três áreas técnicas:

  • medicamentos, que avalia os estudos clínicos e de eficácia e segurança;  
  • certificação de Boas Práticas de Fabricação, que verifica se os locais de fabricação da vacina têm condições adequadas; 
  • monitoramento de eventos adversos, que monitora e investiga depois da vacinação se as pessoas tiveram alguma reação

Depois dessas apresentações, a relatora dá o primeiro voto. Depois disso, os demais diretores votam um a um, concordando ou discordando do voto inicial. No fim, o resultado é anunciado pelo diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. Já como são cinco diretores da Anvisa, a votação terminará com resultado que libera ou proíbe o uso das vacinas na população brasileira.

Vale ressaltar que os pedidos das duas vacinas são independentes. Ou seja, a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, pode ser rejeitada e a vacina Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz, pode ser aprovada. Ou vice-versa.

A decisão da Anvisa sobre o uso emergencial das vacinas passa a valer assim que o comunicado for enviado para os laboratórios (Butantan e Fiocruz), sem necessidade de publicação do Diário Oficial da União.

A intenção do governo federal, segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é começar a vacinação nesta próxima semana. Contudo, o adiamento do voo para buscar dois milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca na Índia pode afetar o cronograma. Essa é a primeira reunião do uso emergencial de imunizantes.

QUEM SÃO OS CINCO DIRETORES QUE AVALIAM AS VACINAS NA REUNIÃO

Confira os cinco diretores da Anvisa, todos indicados durante o governo Jair Bolsonaro, que vão participar da reunião e apreciar os pedidos para uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/Astrazeneca.

diretor-presidente é Antônio Barra Torres, que assumiu a função em dezembro de 2019. Ele é formado em Medicina pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, no Rio de Janeiro, e tem história na Marinha, já que tem posto de contra-almirante. Ele já foi diretor do Centro de Perícias Médicas e do Centro Médico Assistencial da Marinha. Além disso, é amigo pessoal do presidente Bolsonaro e esteve em protestos sem o uso de máscara durante a pandemia de covid-19.

diretora substituta e relatora dos pedidos é Meiruze Sousa Freitas. Ela é servidora de carreira da Anvisa desde 2007, já tendo atuado como gerente-geral de toxicologia e gerente da área de medicamentos . Ela é especialista em tecnologia farmacêutica e ocupada o cargo na diretoria desde abril de 2020, tendo a efetivação em novembro.

Outra diretora é Cristiane Jourdan. Com formações em Medicina e Direito, ela tem currículo como gestora no plano de saúde. Até agosto do ano passado, ela era diretora do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Durante a pandemia, divulga artigos em defesa da hidroxicloroquina, remédio sem eficácia comprovada no combate à covid-19, sendo a maioria tendo participação da médica Nise Yamaguchi. uma das conselheiras de Bolsonaro. 

O quarto diretor substituto é Romison Rodrigues Mota. Ele é formado em Ciências Econômicas na UEG (Universidade Estadual de Goiás) e é servidor de carreira na Anvisa desde 2005. Já atuou como gerente de Orçamento e Finanças também de gerente-geral de Gestão Administrativa e Financeira. Passou a integrar o grupo diretivo em julho de 2020 e já contrariou interesses do governo em algumas ocasiões, como o banimento do agrotóxico paraquate.

Por fim, o quinto diretor é Alex Machado Campos. Com graduação em Direito, é conhecido por já ter trabalhado no gabinete do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Foi indicado pelo Centrão e tem ótimo trânsito entre os políticos, já que é servidor de carreira na Câmara.

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