Anvisa aprova uso emergencial para vacinas contra a covid-19

Redação

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quinta-feira (10) a autorização temporária para uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Na prática, isso é um mecanismo deverá facilitar a disponibilização e o uso da vacina mesmo sem qualquer imunizante ter o registro definitivo. A decisão foi tomada de forma unânime na reunião da Diretoria Colegiada.

“Me sinto confortável de trazer essa ferramenta trazendo a certeza que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária é um lugar de muito compromisso e empenho, de discussões técnicas e amplas com todos os atores que precisamos conversar”, afirmou Alessandra Bastos Soares, diretora da Anvisa.

Segundo ela, é importante ressaltar que a autorização do uso emergencial será decidido por meio de uma nova votação. Além disso, a Anvisa vai exigir o cumprimento dos “requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”.

Contudo, a Anvisa alega que não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou nem sequer pedido de registro de vacina até o momento. Essas solicitações devem ser feitas pela empresa responsável pela produção do imunizante.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem autoridade para modificar, suspender ou cancelar a autorização temporária a qualquer momento.

QUATRO VACINAS SÃO ESTUDADAS NO BRASIL E PRECISAM DE REGISTRO DA ANVISA

O governador de São Paulo, João Doria mostra a vacina Coronavac. (Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress)

Quatro vacinas contra a covid-19 são estudadas no Brasil. A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a vacina da Pfizer, feita pela farmacêutica americana com o e o laboratório alemão BioNTech, a de Oxford, criada pela universidade da Inglaterra com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, e a da Johnson, do laboratório Janssen que é englobado pelo grupo Johnson & Johnson.

Até o momento, quem está em um passo mais avançado é a Coronavac. O governo de São Paulo já divulgou que pretende iniciar o processo de vacinação no dia 25 de janeiro de 2021.

Para isso acontecer, o governador João Doria (PSDB) pretende ter a aprovação da Anvisa até o dia 15 de janeiro, contando que o Instituto Butantan envie os resultados da terceira fase de testes da vacina à agência reguladora no dia 15 de dezembro. Essa será a última etapa antes da aprovação do imunizante.

Já a vacina da Pfizer passou a ser aplicada no Reino Unido, o primeiro Estado ocidental a autorizar o uso de uma vacina contra a covid-19. A primeira pessoa vacinada foi uma mulher de 90 anos. Contudo, os resultados preliminares da terceira fase de testes foram apresentadas ontem.

A vacina de Oxford apresentou 70% de eficácia, conforme a apresentação dos dados preliminares na etapa 3 e é uma das que estão perto de fazer um pedido de autorização para o uso emergencial da vacina no país.

Por fim, a vacina da Johnson chegou a ter os testes suspensos no Brasil em outubro e prevê o resultado da eficácia para o fim de janeiro.

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