Brasil confirma 544 mortes por Covid-19 e rompe marca de 150 mil vítimas

Folhapress

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O Brasil registrou 544 novos óbitos por covid-19, entre sexta-feira (9) e sábado (10), totalizando 150.236 mortes pelo novo coronavírus. As informações são do consórcio de veículos de imprensa.

O levantamento feito junto às secretarias de saúde dos estados apontam 34.650 novos casos registrados nas últimas 24 horas e um total de 5.091.840 diagnósticos desde o início da pandemia.

A média móvel de mortes, calculada com base nos números de mortos dos últimos sete dias, é de 604, o que representa estabilidade em relação à variação de 14 dias atrás (-13%).

Doze estados e o Distrito Federal apresentaram queda na média móvel de mortes. Apenas o Maranhão (18%) e o Piauí (17%) tiveram alta. No entanto, os estados registram números relativamente baixos, em torno de 10 óbitos. Três regiões apresentaram queda: Nordeste (-24%), Norte (-23%) e Sul (-18%). Centro-Oeste (-14%) e Sudeste (-5%) mantiveram estabilidade.

Três regiões apresentaram queda: Nordeste (-25%), Norte (-24%) e Sul (-19%). Centro-Oeste (-10%) e Sudeste (-7%) mantiveram estabilidade.

Veja a oscilação nos estados:

  • Aceleração: AC, MA, PI
  • Estabilidade: AP, AM, AL, ES, GO, MG, MS, RS, RJ, SE, SP e TO
  • Queda: BA, CE, DF, MT, PA, PB, PE, PR, RN, RO, RR, SC e TO

DADOS DO GOVERNO FEDERAL

O Ministério da Saúde divulgou 559 novas mortes por covid-19 em 24h, com 150.198 óbitos registrados desde o início da pandemia. Desde ontem, foram 26.749 novos diagnósticos, totalizando 5.082.637 casos por todo o país. O governo federal considera 4.453.722 casos recuperados e afirma que há 478.717 pacientes em acompanhamento.

O Brasil superou hoje a marca de 150 mil vítimas do novo coronavírus, pouco mais de 200 dias depois da primeira morte confirmada. É o segundo país com mais mortos pela doença, atrás apenas dos Estados Unidos.

PAÍS VIVE “PLATÔ ELEVADO”

Após o primeiro caso, em 26 de fevereiro, e a primeira morte, em 16 de março, o Brasil viu os números crescerem até superarem um platô de mil mortes diárias por quase dois meses, que começou a ceder em agosto (932) e setembro (752), de acordo com números do Ministério da Saúde.

Mas especialistas acreditam que o país atravessa um momento de platô com números ainda considerados altos, diferentemente dos países europeus e asiáticos, que, após alcançarem o auge da pandemia, viram uma queda mais drástica nos contágios e mortes. “Chegamos a ter 55 mil casos por dia, mas continuamos com 27 mil. Sim, é possível dizer que caiu mais de 50%, mas é como se você descesse do Himalaia para os Alpes, quer dizer, você continua na montanha”, explicou à AFP José David Urbaez, pesquisador da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Depois das mortes caírem para 600, ainda haverá um caminho enorme pela frente, com muitas perdas”, completou.

BOLSONARO VOLTA A MINIMIZAR COVID-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje, em conversa com uma apoiadora, que ela não deve se preocupar caso seja contaminada. A declaração ocorreu durante bate-papo nos moldes de um talk show exibido na tarde de hoje, ao vivo, em suas redes sociais.

“Se pegar um dia, não fique preocupada. A gente evita, né. Estou com 65 anos. Não senti nada. Nem uma gripezinha. Zero. Zero. Nada”, disse ele a uma mulher identificada apenas como Alessandra.

Ela é moradora da Baixada Santista (SP), onde o presidente passa o feriadão em descanso. A apoiadora foi convidada para a live depois de aparecer com um cartaz na porta do Forte dos Andradas, no Guarujá, onde ele está hospedado.

Bolsonaro afirmou que ela não deveria se preocupar depois que Alessandra justificou, ao tirar a máscara: “Não tive covid e nem vou ter”. Foi o próprio presidente que, em tom de brincadeira, pediu que ela removesse o item de proteção.

O governante, que desde o início da pandemia tem sido um crítico das medidas de prevenção ao coronavírus, como o isolamento social, afirmou ainda que a cautela “não quer dizer que não vai pegar”.

Em outros momentos, Bolsonaro já havia feito declarações semelhantes. Em uma delas, comparou o coronavírus a uma chuva e disse que, de uma forma ou de outra, a maioria da população será infectada -“vai molhar 70% de vocês”. “O objetivo de o pessoal se precaver não quer dizer que não vai pegar. Quer dizer que, quem pegue ao longo de um tempo, né, seria essa a intenção, para não acumular gente no hospital.”

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