Covaxin, a vacina da Índia, será testada no Brasil a partir de março

Redação

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O Brasil poderá contar com mais uma vacina contra covid-19. A Covaxin, produzida pela empresa indiana Bharat Biotech, terá estudos da fase 3 realizados no país a partir de março. Os testes devem começar em março e durar entre 45 a 90 dias. Com isso, a expectativa é que os resultados sejam apresentados em maio.

O responsável pelo desenvolvimento da pesquisa da Covaxin no Brasil será o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. Cerca de 3 mil voluntários deverão ser testados em cinco centros de referência.

O imunizante indiado é uma vacina que usa o vírus inativado e apresenta efeitos colaterais comuns, de acordo com a imunologista e pesquisadora do instituto Glaucia Vespa.

“Os dados observados até agora indicam que a vacina é bem tolerada e segura, apresentando apenas efeitos colaterais comuns às vacinas inativadas utilizadas rotineiramente. Estamos em processo de finalização de contrato com cinco centros de referência pelo Brasil”, conta ela.

Os voluntários da pesquisa não precisam ser profissionais da Saúde, mas é requisito não ter sido infectado com covid-19 e ter mais que 18 anos. As duas doses da Covaxin serão aplicadas em um intervalo de 28 dias.

ANVISA RETIROU EXIGÊNCIA DA REALIZAÇÃO DA FASE 3 PARA APROVAR VACINA CONTRA COVID-19

Ontem, a Anvisa alterou as exigências para liberar o uso emergencial de vacinas contra covid-19. A medida visa facilitar a importação, produção e aplicação de novos imunizantes no país. Atualmente, apenas CoronaVac e a vacina de Oxford/AstraZeneca são usadas nos grupos prioritários definidos pelo PNI (Plano Nacional de Imunização).

Contudo, mesmo sem essa necessidade, a pesquisadora Glaucia Vespa diz que a realização dos testes vai fornecer vantagens. “O Einstein acredita que a realização de estudos clínicos com vacinas candidatas confere maior expertise aos centros de pesquisas clínicas brasileiros, consolidando o país como referência no segmento, e apresenta vantagens aos participantes, que receberão a vacina imediatamente após a conclusão pela sua eficácia. Além de aumentar o acesso à vacinas nesse momento pandêmico tão crítico para a população”, disse a pesquisadora.

De acordo os resultados publicados na revista científica The Lancet, os estudos da fase 1 provam que a Covaxin gera resposta imunológica contra o coronavírus.

Com informações da Agência Brasil.

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