Covid-19: estudo investiga papel dos anticorpos no leite materno

Redação

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Em Manaus, a população estimada de gestantes é de 28,4 mil mulheres e de puérperas, 4,7 mil. Segundo dados do Vacinômetro Covid-19 Manaus, até o momento, somente 6.606 gestantes e 1.680 puérperas receberam a primeira dose da vacina. Coordenado por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um estudo está investigando a importância dos anticorpos anti-Sars-CoV-2, presentes no leite materno, na proteção do bebê contra Covid-19. As informações são da assessoria de comunicação da Fiocruz.

A equipe do projeto PROTECTCoV-19 recruta grávidas, a partir da 28º semana de gestação, e puérperas, com idade maior ou igual a 18 anos, para participar do estudo, que pretende saber o papel dos anticorpos do leite materno na proteção contra Covid-19. Até o momento, 276 mulheres já foram inseridas no projeto. O recrutamento continuará acontecendo, até a equipe atingir a marca de 800 participantes.

 

Voluntárias falam sobre a importância da pesquisa sobre anticorpos contra a covid-19 no leite materno

A química de alimentos, Lirna Souza, de 33 anos, resolveu participar do estudo logo que soube de sua realização, pois acredita que além de encontrar respostas para seus questionamentos, ajudará também nas descobertas científicas. “Quando vi as informações sobre o projeto, já pensei em mandar mensagem para me voluntariar e participar. Existe aquela curiosidade de sabermos se realmente a gente vai produzir os anticorpos após a vacinação e se vamos passar para o bebê através do leite. Além de ser uma curiosidade de mãe, participar desse estudo vai ser bom para a pesquisa, para a ciência e para outras pessoas que possuem esse mesmo questionamento”, relata.

Atualmente, o projeto PROTECTCoV-19 procura voluntárias puérperas para participar da pesquisa. Para participar do estudo, as interessadas devem preencher o formulário online.

Depois de preencher o formulário, a participante receberá visita domiciliar para conhecer todas as etapas da pesquisa, incluindo a coleta do leite e amostra sanguínea. A inclusão na pesquisa está vinculada à assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para a Biomédica, Sabrina Maia, de 23 anos, que compõe a equipe do projeto, o contato com as grávidas e puérperas, durante as coletas, tem sido significativo. “Essa experiência tem sido de muito aprendizado. É muito significativo essa troca com as mulheres, especialmente por abordamos a importância da amamentação e da vacinação, para a proteção dos bebês”, destaca.

 

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