Covid-19 fez transporte coletivo de Curitiba perder quase 100 milhões de passageiros

Redação

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A pandemia de covid-19 resultou na queda de movimento no transporte público de Curitiba. De acordo com a prefeitura, foram mais de 96 milhões de pessoas que deixaram de usar os ônibus.

Os dados apontam que, em 2019, foram 203,9 milhões de passageiros. No ano passado, marcado pela adoção do home office e suspensão das atividades em escolas e universidades, foram 107,4 milhões.

Também há queda, de 53%, no número passageiros pagantes diários. Na última semana, foram registradas 350.038 pessoas que pagaram a tarifa de R$ 4,50. Em comparação à primeira semana de março de 2020, a média era de 744.344 passageiros.

“Dez meses de pandemia tiveram um forte impacto no movimento do transporte coletivo. Essa queda chegou a ser de 80%, mas ainda estamos muito abaixo do período normal”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), responsável por administrar o sistema de transporte.

Vale lembrar que, por conta dos protocolos sanitários adotados pela prefeitura de Curitiba, a frota segue reduzida em 80% (mil ônibus) na maioria das linhas. Contudo, alguns ônibus, que atendem 60% do movimento, seguem com 100% da frota. Além disso, para tentar conter a proliferação da covid-19, a ocupação máxima prevista em qualquer veículo é de 70%.

Nesse contexto, a prefeitura de Curitiba aprovou, com aval da Câmara, o regime emergencial do transporte coletivo. A medida, que determina um repasse para as empresas do transporte coletivo e mantém os empregos de cobradores e motoristas. Os custos passaram de R$ 78 milhões para cerca de R$ 39 milhões. Metade do valor é bancado pelo município e a outra parte é fruto da receita de passageiros.

O regime emergencial era previsto até o fim de dezembro de 2020, mas foi renovado até o próximo dia 30 de junho.

POR COVID-19, GRECA DEFINIU QUE NÃO HAVERÁ REAJUSTE DO TRANSPORTE EM CURITIBA

A negociação do reajuste da tarifa do transporte coletiva é feita tradicionalmente ao fim do mês de fevereiro. Contudo, o prefeito reeleito Rafael Greca (DEM) suspendeu o processo.

“Em função da pandemia, do momento difícil que as pessoas estão vivendo, o prefeito Rafael Greca decidiu que não haverá reajuste da tarifa”, relata Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs.

Contudo, isso significa mais trabalho para a empresa que administra o sistema de ônibus em Curitiba. De acordo com Neto, há esforços para equalizar o sistema junto à secretaria municipal de Finanças e também ao governo do Paraná para obter subsídio ao transporte coletivo, já que a integração da região metropolitana representa entre 40% e 50% dos custos do sistema.

Conforme o último boletim, Curitiba acumula 126.090 casos e  2.574 mortes por covid-19. Segundo a prefeitura, mais de 7 mil pessoas já receberam a primeira dose de CoronaVac.

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