Covid-19: em Curitiba, 83% das mortes são de pessoas não-vacinadas

Redação

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Oito em cada 10 mortes por covid-19 em Curitiba são de pessoas não-vacinadas, informou nesta semana a Secretaria Municipal da Saúde, com base nos dados dos últimos oito meses, entre março e outubro de 2021.

Em novembro, metade das pessoas que morreram por coronavírus na capital não estava imunizada.

De acordo com a pasta, das 48 mortes por consequências do coronavírus registradas no mês passado, 24 foram de pessoas que não estavam vacinadas com a segunda dose há pelo menos 14 dias.

Dessa forma, a Secretaria Municipal da Saúde calcula que a taxa de mortalidade da covid-19 é 9,6 maior entre não-vacinados.

MORTALIDADE É 10 VEZES MAIOR ENTRE NÃO-VACINADOS

Em 30 de novembro, Curitiba registrava 1,3 milhão de imunizados, com 1,8 morte para cada 100 mil habitantes. Portanto, entre não-vacinados, ocorreram 17,2 mortes para cada 100 mil habitantes – uma taxa 9,6 vezes maior.

“Esses números comprovam que a cidade fez o certo em investir na vacinação, porque ela de fato salvou vidas”, diz a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

“Queremos que os curitibanos que já foram convocados, mas ainda não tomaram a primeira, a segunda ou a dose de reforço compareçam nas nossas Unidades de Saúde e se vacinem”, completou.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, com base nos dados de mortes por covid-19 em novembro, é possível verificar que quem tomou as duas doses ou a dose única do imunizante está mais protegido contra a doença.

DOSE DE REFORÇO PARA COVID-19

A Secretaria Municipal da Saúde também aferiu que, entre as mortes das pessoas consideradas “imunizadas”, 20% tinha completado o ciclo vacinal há mais de cinco meses. O dado enfatiza a necessidade da dose de reforço.

“Nenhuma vacina é 100% efetiva”, explica o epidemiologista da Secretaria Municipal da Saúde Diego Spinoza.

“A queda da resposta do imunizante no organismo ao longo do tempo acontece para todas as vacinas. Ainda assim, a imunização contra a covid-19 tem contribuído imensamente para termos saído do momento mais crítico da pandemia”, conclui.

O aumento da cobertura vacinal, que atualmente compreende 85% da população acima de 12 anos, também contribuiu para a diminuição da circulação do coronavírus em Curitiba. A capital tem hoje menos de 1 mil casos ativos, o que não acontecia desde junho de 2020.

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