Coronavírus
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Covid-19: Paraná reativa mais de mil leitos de enfermaria e 641 de UTI

Apenas entre quinta-feira (27) e hoje (28), mais 162 leitos exclusivos ao tratamento da doença e de pacientes que contraíram a H3N2 foram reativados no estado.

Redação - 28 de janeiro de 2022, 16:49

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Governo do Paraná reativou 1.078 leitos de enfermaria e 641 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido à alta no número de infecções por Covid-19 no estado.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apenas entre quinta-feira (27) e hoje (28), mais 162 leitos exclusivos ao tratamento da doença e de pacientes que contraíram a H3N2 foram reativados nos hospitais paranaenses, sendo 130 leitos enfermaria e 32 UTIs.

A ampliação dos leitos aconteceu nos seguintes municípios:

- Ponta Grossa (10 enfermarias)

- Curitiba (25 enfermarias e cinco UTIs)

- Apucarana (14 enfermarias)

- Irati (oito UTIs)

- Jesuítas (12 enfermarias)

- Assis Chateaubriand (quatro UTIs)

- Paranavaí (12 enfermarias)

- Arapongas (20 enfermarias e 15 UTIs)

- Sarandi (23 enfermarias)

- Cambé (10 enfermarias)

- Chopinzinho (quatro enfermarias)

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que, se houver necessidade, novos leitos exclusivos serão abertos.

“Peço a ajuda da população para tentarmos interromper esse novo ciclo de transmissão do vírus, mantendo o distanciamento social, e os cuidados não farmacológicos, como o uso do álcool em gel e a lavagem frequente das mãos e a utilização de máscaras”, afirmou.

De acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (27) pela Sesa, 129 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS. Destes, 44 apresentam quadros mais graves e estão em UTIs, enquanto 85 pacientes são acompanhados em leitos clínicos/enfermaria.

Há ainda outros 1.221 pacientes internados, 432 em leitos UTI e 789 em enfermaria, que aguardam resultados de exames e, até o momento, são considerados casos suspeitos.

Ontem, a taxa de ocupação de UTIs exclusivas SUS Covid era de 68%, enquanto 52% dos leitos públicos de enfermaria estavam ocupados.

“Sempre faremos todo ajuste possível nos leitos preferenciais para garantir atendimento rápido aos pacientes da Covid-19 que necessitarem internamento, na busca da melhor segurança para a população. Porém, a Covid-19 não é a única doença que necessita atendimento, e é importante salientar que quanto mais cedo reduzirmos a contaminação da doença, mais cedo o atendimento geral poderá voltar a ser ampliado, incluindo as cirurgias eletivas”, complementou o diretor de Gestão em Saúde, Vinícius Augusto Filipak.