Covid-19: Prefeitura de Curitiba suspende cirurgias eletivas em hospitais públicos e privados

Redação

Medida já está valendo e tem prazo de 14 dias
cirurgias eletivas suspensas em curitiba

Após receber comunicados de hospitais da rede complementar de saúde sobre a lotação de leitos hospitalares, a prefeitura  publicou na terça-feira (24/11) um decreto que suspende temporariamente a realização de cirurgias e procedimentos eletivos em hospitais públicos e privados de Curitiba. A medida, que foi tomada também em reconhecimento de que há um grande avanço da pandemia na cidade,  foi discutida e analisada pelo Comitê de Técnica e Ética Médica.

As cirurgias eletivas (aquelas que são marcadas com antecedência) nos hospitais credenciados ao SUS já estavam suspensas desde o dia 17 de novembro. Com a publicação desse novo decreto, a medida passa a valer também para os hospitais particulares.

A prefeitura constatou aumento no movimento de pacientes com sintomas respiratórios nas Unidades de Pronto Atendimento após o feriado de 2 de novembro. Isso gerou alerta sobre a rede de assistência hospitalar.

“O aumento já tendenciava um reflexo em internamentos, por isso adiantamos a suspensão das cirurgias eletivas no SUS”, disse a secretária municipal da Saúde, Marcia Huçulak.

Assim, o leito que seria utilizado para o procedimento eletivo pode ser destinado a atendimentos de pacientes com a covid-19. De acordo com Márcia Huçulak, o cenário epidemiológico exige medidas para garantir prestação de assistência à população.

“Temos que adotar estratégias que possibilitem otimizar toda a rede hospitalar da cidade, seja ela pública ou privada, para o enfrentamento da pandemia”.

Cirurgias eletivas essenciais

O decreto não afeita os procedimentos cirúrgicos eletivos essenciais. São aqueles que podem gerar piora do quadro clínico, nas especialidades de cardiologia, urologia, oftalmologia, oncologia e nefrologia, além das cirurgias inadiáveis pós-traumas.

Caso excepcionais devem passar por avaliação pela Secretaria Municipal da Saúde.

A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 25 de novembro, e terá validade de 14 dias.

 

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