Covid-19: sindicato das escolas particulares do Paraná pede retorno das aulas na Justiça

Redação

Volta às aulas Paraná: Governo investiu R$ 5,9 milhões em equipamentos de segurança

Nesta terça-feira (2), o Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná) entrou com um mandado de segurança pedindo o retorno das atividades nas escolas particulares do Paraná. A solicitação acontece no mesmo dia em que o Estado registrou o maior número de mortes em 24 horas pela Covid-19 neste ano: foram 178 óbitos em decorrência do vírus.

Na ação, o Sinepe argumenta que a educação é uma atividade essencial e que inclusive já foi declarada pelo Governo do Paraná. “Estamos ouvindo a população e agindo em favor dos nossos associados, pois sabemos que o ambiente escolar é controlado”, disse Douglas Oliani, presidente do Sinepe. O processo aguarda manifestação do MPPR (Ministério Público do Paraná).

Na última segunda-feira (1°), uma escola particular de Curitiba também entrou com um mandado de segurança pedindo que o Judiciário suspenda dois artigos do decreto que está em vigor até o dia 8 de março.

A escola argumenta que não há comprovação científica de que aulas presenciais potencializam a transmissão do vírus. A instituição diz, ainda, que as escolas se prepararam para o retorno às aulas presenciais, seguindo um rigoroso protocolo sanitário definido pelo próprio Estado; e que suspender as aulas neste momento, ofende o direito fundamental das crianças do acesso à educação.

Porém, na semana passada 60 colégios estaduais registraram casos da Covid-19 entre professores, antes mesmo da retomada das aulas em formato híbrido. De acordo com um levantamento, a contaminação aconteceu durante a semana pedagógica.

O Estado tem 2.132 escolas, cerca de 62 mil professores e mais de 1 milhão de alunos matriculados para o ano letivo 2021, que estava previsto para iniciar no dia 1° de março.

COVID-19 NO PARANÁ

De acordo com o último boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o Paraná acumula 651.751 casos confirmados e 11.776 mortes por complicações da doença. Segundo a Sesa, o Estado registrou alta de 48,5%, em duas semanas, na média móvel de casos.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS exclusivos para Covid-19 é de 92%. O indicador é superior a 90% nas macrorregiões leste (93%) e oeste (97%). A região oeste registra 88% de ocupação, enquanto a região norte tem 84% de ocupação.

Ontem, uma UPA em Cascavel , na região oeste do Estado, precisou ser fechada para a entrada de novos pacientes pela falta de leitos e capacidade técnica. Conforme informações da Prefeitura, no momento da lotação estavam na UPA Brasília: 14 pacientes intubados, cinco em processo de intubação e 40 pacientes internados em leitos de enfermaria.

No domingo (28), uma mulher, de 49 anos, morreu enquanto aguardava um leito de UTI no Hospital Universitário de Londrina, na região norte do Paraná. Segundo o HU de Londrina, a paciente foi intubada ainda no sábado, utilizava ventilação mecânica e toda assistência possível foi prestada.

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