Com demanda em baixa, Curitiba deve fechar leitos de UTI e enfermaria para covid-19

Redação

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A Prefeitura de Curitiba pode anunciar ainda hoje (8) o fechamento de 10 leitos de UTI e 150 leitos clínicos exclusivos para covid-19. São vagas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) que devem retomar o atendimento padrão.

A informação foi adiantada pela secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, em coletiva de imprensa convocada nesta quarta-feira (7) para detalhar o decreto que retoma a Bandeira Amarela em Curitiba.

Segundo a prefeitura, o fechamento dos leitos é um movimento natural, diante da queda da demanda, mas está longe de significar o controle da pandemia do coronavírus. Afinal, a capital ainda acumula, pelo menos, 7.300 casos ativos da doença.

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As UPAs precisam voltar a atender a população normalmente. Assim como flexibilizamos atividades de lazer, também precisamos voltar a atender hipertensos, diabéticos e todos os pacientes”, justificou Huçulak.

Segundo a secretária, o fechamento de leitos exclusivos deve acarretar no aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI e enfermaria exclusivos para covid-19, atualmente em 81% e 56%, respectivamente.

No entanto, a suspensão não deve afetar a capacidade de atendimento da demanda atual. “Não há pacientes desassistidos em Curitiba”, garantiu a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

VARIANTES DO CORONAVÍRUS PREOCUPAM

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, uma preocupação permanente é a introdução de novas variantes do coronavírus com alto poder de transmissibilidade. Ontem (7), o Paraná confirmou o quarto caso da variante delta.

“Continuamos monitorando as variantes constantemente. Amostras são coletadas diariamente e enviadas semanalmente para os institutos de referência”, explicou o epidemiologista da SMS, Alcides Oliveira.

Até o momento, as mutações do Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19, não afetou a eficácia das vacinas aplicadas no Brasil. Por isso, nada muda na campanha de imunização em Curitiba.

“Todas as vacinas à disposição foram autorizadas pela Anvisa e têm a eficácia comprovada”, diz Oliveira. “A campanha é coletiva e as medidas de precaução precisam ser mantidas para controlarmos efetivamente a situação do coronavírus na cidade”.

Confira a íntegra do decreto que estabelece a Bandeira Amarela em Curitiba

BANDEIRA AMARELA EM CURITIBA: “PANDEMIA NÃO ACABOU”

Segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde), foi possível decretar a Bandeira Amarela em Curitiba, nesta quarta-feira (7), após a diminuição dos principais indicadores da pandemia do coronavírus.

No entanto, o número de casos ativos ainda é uma preocupação. Em coletiva de imprensa, ontem (7), a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a meta do município é reduzir o número de infectados em 40% nos próximos 15 dias.

O número casos ativos de coronavírus, na faixa de 7,3 mil, ainda é muito alto. Temos uma meta que é baixar esse número para menos de 5 mil ou 4 mil casos nos próximos 15 dias, quando acaba a vigência do atual decreto”, diz.

Curitiba voltou para a bandeira amarela pela primeira vez após 133 dias. Desde o final de fevereiro, a capital tem alternado entre as bandeiras laranja (risco médio) e vermelha (risco alto). No entanto, a flexibilização é seguida de um alerta:

A pandemia não acabou. Eu tenho muito receio, sempre que vamos para a Bandeira Amarela, de que as pessoas pensem que está tudo liberado. O que vai permitir a manutenção das restrições nesse nível mais baixo é o respeito aos protocolos de prevenção ao coronavírus. Uso de máscara, distanciamento social, ventilação dos ambientes e higienização das mãos são fundamentais”, pondera Márcia Huçulak, secretária municipal da Saúde de Curitiba.

Além de eventos corporativos com limite de até 100 pessoas, o decreto da Bandeira Amarela em Curitiba permite a retomada das atividades de teatros, cinemas e bares com até 50% de ocupação.

Espaços para práticas esportivas coletivas, como quadras públicas e privadas, também voltam a funcionar, com protocolos sanitários específicos de prevenção à covid-19 e restrições de horários.

Também foram promovidas flexibilizações para os domingos, até então reservados para maiores restrições. A partir de agora, comércios não essenciais, shoppings, restaurantes, academias e prestadores de serviço em geral podem atuar todos os dias da semana.

Continuam proibidas aglomerações com mais de 50 pessoas, como festas e eventos sociais; eventos esportivos com público externo, como jogos de futebol; e atividades em estabelecimentos destinados ao entretenimento, como shows, baladas e tabacarias.

Bandeira amarela em Curitiba: saiba o que muda com o novo decreto

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