Em Curitiba, seis dos nove hospitais com leitos UTI para covid-19 não têm mais vagas

Vinicius Cordeiro

hospitais curitiba

Seis dos nove hospitais com leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da rede pública exclusivos para covid-19 em Curitiba estão sem vagas. O dado consta no Portal da Transparência feito pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), que não abrange hospitais privados. A atualização da taxa de ocupação foi feita nesta quinta-feira (19) antes do boletim municipal ser divulgado.

Segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde), a taxa de ocupação dos leitos SUS (Sistema Único de Saúde) exclusivos para covid-19 subiu para 87%. Isso significa que dos 283 leitos disponíveis, restam 38 livres. A secretaria sempre ressalta que todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença

Conforme o boletim, foram acrescentados mais 1.381 casos confirmados (recorde na pandemia). O acumulado aponta que Curitiba já registrou 64.030 infectados e 1.602 mortes por complicações da covid-19.

HOSPITAIS COM LEITOS DE UTI SUS EXCLUSIVOS PARA COVID-19

O hospital com mais vagas é a Santa Casa. Dos 60 leitos disponíveis, 49 estão ocupados, o que corresponde a 82% de taxa de ocupação. Já os hospitais do Trabalhador, do Idoso, Erasto, de Clínicas e São Vicente (unidade Centro) já não têm capacidade para atender nenhuma internação.

Os dois hospitais com maior fôlego são da Reabilitação, com 64% dos leitos ocupados, e da Cruz Vermelha, com 63%.

  • Hospital do Trabalhador – 100%
  • Hospital de Clínicas – 100%
  • Hospital Evangélico – 100%
  • Hospital do Idoso – 100%
  • Hospital Erasto – 100%
  • Hospital São Vicente Centro – 100%
  • Hospital Santa Casa – 82%
  • Hospital da Reabilitação – 64%
  • Hospital da Cruz Vermelha – 63%

BANDEIRA LARANJA EM CURITIBA?

O prefeito Rafael Greca e a secretária Márcia Huçulak, da Saúde, marcaram uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira (19) para “tratar do cenário da pandemia do novo coronavírus em Curitiba”, segundo a assessoria de imprensa.

A SMS vê o momento crítico da pandemia com atenção. Em entrevista concedida ao Paraná Portal, a secretária Márcia Huçulak revelou que dois hospitais privados já atuam na capacidade máxima e não têm mais leitos disponíveis para coronavírus. Questionada sobre o aumento das transmissões, ela atribui os números ao comportamento da população. “O curitibano perdeu o medo“, disse ela.

Até o momento, a pasta tomou duas ações: suspendeu das cirurgias eletivas nos hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e autorizou o retorno das aulas presenciais, em escolas particulares, para crianças entre zero e 10 anos.

Contudo, a cor da bandeira, que corresponde ao nível de alerta contra a doença, segue amarela.

O sistema de bandeiras da prefeitura de Curitiba determina as medidas restritivas durante a pandemia. As cores amarela (alerta), laranja (risco médio) e vermelha (risco alto) são representadas pelos valores 1, 2 e 3. A nota é resultado de um cálculo feito sobre nove indicadores: seis deles são referentes ao nível de propagação da doença e três avaliam a capacidade de resposta do Sistema de Saúde da cidade.

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