Decreto: Curitiba define atualização da bandeira contra coronavírus

Redação

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Com o atual decreto válido até o dia 16 de junho, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba deve definir nesta terça-feira (15) a nova bandeira vigente no combate à pandemia do coronavírus.

Apesar de registrar 103% de ocupação nas UTIs exclusivas para a covid-19, é possível que a capital opte por renovar a bandeira laranja por mais uma semana antes de resgatar as medidas mais restritivas previstas na bandeira vermelha.

Um dos indicadores que sustentariam a manutenção do “risco moderado” é o número de casos ativos de coronavírus em Curitiba, que baixou de 10 mil para 8,5 mil em uma semana.

“A bandeira tem nove indicadores fixos, mas outros fatores também são analisados, como a taxa de positividade dos exames”, explicou o epidemiologista da SMS, Diego Spinoza, em entrevista ao Paraná Portal.

Segundo ele, a definição da bandeira e os detalhes do decreto são debatidos nas reuniões do Comitê de Técnica e Ética Médica da SMS, nas quais vários setores da prefeitura contribuem em busca de um equilíbrio.

“Algumas pessoas talvez pensem que a gente quer fechar tudo. Não é verdade. As medidas restritivas servem para protegermos o sistema integrado de saúde e salvar vidas”, pondera.

Com a previsão de imunizar toda a população adulta até setembro, e a proximidade do inverno, Curitiba ainda deve enfrentar novas ondas de contaminação pelo coronavírus até que a pandemia possa ser controlada pela imunização.

Até que a imunização de rebanho possa ser alcançada, segundo a SMS, a capital deve buscar o equilíbrio a cada novo decreto.

“Temos acompanhando de perto vários setores da economia e alguns têm atuado como verdadeiros parceiros da Saúde, com atualização constante dos protocolos e medidas que reforçam a segurança”, comenta Diego Spinoza.

NOVO DECRETO CONTRA A COVID-19 DEVE MANTER RESTRIÇÕES EM CURITIBA

Apesar da diminuição dos casos ativos, Curitiba ainda vive à sombra de indicadores ruins no controle da pandemia do coronavírus. Nesta segunda-feira (14), não restavam leitos livres de UTI entre os 548 reservados para a covid-19.

A ocupação das enfermarias, no entanto, recuou para 89%, o que pode ser usado como argumento para manter a bandeira laranja. Dos 746 leitos clínicos reservados para a pandemia, restam 80 livres na capital.

“Vivemos um momento diferente, com muitos pacientes jovens infectados, que permanecem mais tempo nos leitos de UTI”, lembra Flaviano Ventorim, presidente da FEMIPA e do Sindipar.

Considerando o atual momento da pandemia, segundo os especialistas ouvidos pelo Paraná Portal, é natural que a ocupação das enfermarias recue antes das UTIs, que têm uma rotatividade menor.

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