Doria diz que vai reduzir para 21 dias intervalo entre doses da Pfizer em SP

Isabela Palhares - Folhapress

vacina pfizer

O governador João Doria (PSDB) afirmou que vai reduzir o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer em São Paulo. O adiantamento, no entanto, depende de o governo federal enviar ao estado mais unidades do imunizante contra a Covid.

Há semanas, o governo paulista vem travando disputa com o governo federal em torno da quantidade de doses que devem ser enviadas a São Paulo.

Segundo Doria, assim que São Paulo receber mais doses, a janela de aplicação será reduzida de 90 para 21 dias.

A redução do intervalo de aplicação é defendida por especialistas como forma de enfrentamento à variante delta. Estudos apontam que somente a primeira dose dos imunizantes contra a Covid não tem impacto significativo para conter essa cepa viral, mais transmissível e com maiores taxas de escape vacinal.

Atualmente, apenas 29,5% da população do estado está com esquema vacinal completo.

O intervalo de 21 dias entre as doses é sugerido pela própria Biontech, produtora da vacina da Pfizer. Na bula do imunizante, a recomendação é observar janela de aplicação de três semanas, mas a fabricante também diz que o intervalo fica a critério das autoridade de saúde de cada localidade.

“Não há a menor dúvida de que é possível e necessário adiantar a aplicação da segunda dose. O grande obstáculo é termos vacina para essa antecipação. Por isso, pedimos que o Ministério da Saúde encaminhe mais vacinas aos estados”, disse João Gabbardo, coordenador do Comitê Científico do governo paulista.

Gabbardo afirmou que São Paulo também pode reduzir o intervalo de aplicação da Astrazeneca se receber mais doses do governo federal

Com o embate com o governo federal, Doria chegou a alertar que poderia atrasar o início da vacinação de adolescentes caso não recebesse novas doses da vacina. A imunização dessa faixa etária começou nesta quarta (18), conforme previsto inicialmente.

O calendário estadual iniciou a vacinação desse grupo com os adolescentes de 16 e 17 anos que possuem comorbidades e/ou deficiências, grávidas e puérpera. Desde maio, jovens do grupo de risco para a doença lutavam para conseguir a imunização.

Apesar de pessoas do grupo de risco terem sido colocadas na lista prioritária para a vacinação, os menores de idade foram deixados de lado. O Ministério da Saúde não justificou por que os adolescentes foram excluídos ainda que já houvesse imunizante aprovado para essa faixa etária.

A vacina da Pfizer é a única no Brasil com autorização para aplicação em menores de idade.

A vacinação para adolescentes de 16 e 17 anos do grupo de risco vai até 25 de agosto. A partir do dia 26, já pode se vacinar quem possui de 12 a 15 anos. Para o público geral dessa faixa etária, a imunização começa a partir do dia 30 para quem tem de 15 a 17 anos, e em 6 de setembro para os de 12 a 14 anos.

O início da imunização de adolescentes é controversa entre especialistas, que defendem ser mais adequado para este momento a aplicação de doses de reforço em pessoas mais vulneráveis à doença, como os idosos, por causa da presença da variante delta.

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