Enfermeira de São Paulo é a primeira vacinada do Brasil

Vinicius Cordeiro

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Ao lado do governador João Doria (PSDB), a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa do Brasil a ser vacinada contra a covid-19 com a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A profissional de saúde é funcionária do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, e atua na linha de frente do combate ao coronavírus.

A vacinação acontece em menos de uma hora após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AtraZeneca. Os dois imunizantes, desenvolvidos no Brasil pelo Instituto Butantan e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), estão liberados para serem aplicados em todo o país.

“Falo para que a população acredite na vacina. Falo como brasileira, enfermeira e mulher. Vamos pensar em quantas famílias nós perdemos. Diante disso, é por isso que eu participei da campanha. Me falaram que eu era cobaia, mas aprendi que sou participante de pesquisa e estou muito orgulhosa por isso”, desabafou a enfermeira, que foi uma das mais de 13 mil voluntárias nos testes da Coronavac.

Confira como foi a primeira vacinação contra covid-19 no Brasil e a entrevista coletiva. Entre os presentes, estão Doria, a enfermeira e o diretor do Butantan, Dimas Covas.

CORONAVAC FOI DESENVOLVIDA EM SÃO PAULO

Com onze meses de pandemia, o Brasil terá o início da vacinação contra a covid-19. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje, de forma unânime, o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas no país pelo Instituto Butantan e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), respectivamente.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A apresentação dos resultados já foi feita: a eficácia global é de 50,4%.

O que isso significa? Que metade das pessoas que tomam a vacina se tornam imunes ao coronavírus e não pegam a doença. Além disso, a outra parcela, que contraiu o vírus mesmo tomando a vacina, não desenvolve casos graves. Ou seja, não são necessárias internações em UTIs e não há qualquer chance de morte por causa da covid-19.

Além disso, a vacina contra a covid-19 é um dos trunfos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na eventual disputa das eleições de 2022 contra o atual presidente Jair Bolsonaro. Resta o aval da Anvisa para a vacina ser aplicada na população. Vale lembrar que o governo federal já incluiu o imunizante no PNI (Plano Nacional de Imunização) e vai distribuir aos estados e municípios.

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