Falsa enfermeira presa em Apucarana diz que mais de 20 pessoas furaram fila da vacina

Redação

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A falsa enfermeira presa em Apucarana, no noroeste do Paraná, suspeita de desviar doses de vacinas contra a covid-19, disse que era comum imunizar pessoas fora dos grupos prioritários.

Detida temporariamente a pedido do Ministério Público, ela foi ouvida pela Comissão Especial de Investigação da Assembleia Legislativa do Paraná.

Com a suspeita foram apreendidos dois frascos cheios de vacinas. Aos deputados, ela explicou que iria vacinar uma família de conhecidos com negócios em Apucarana, mas negou que tenha vendido ou oferecido mais doses para outras pessoas.

A testemunha levou à Comissão pelo menos outros 20 casos de fura-filas. Todos estão relacionados a um mesmo posto de saúde, o que levou os deputados a acreditarem que se trata de um problema pontual.

O presidente da Comissão Especial de Investigação, deputado Fernando Francischini (PSL), diz que as informações precisam ser analisadas com cuidado.

Sobre o título de “falsa enfermeira”, a depoente disse que se candidatou como voluntária e que nunca foi questionada sobre a formação. O Ministério Público aponta o fato como uma falha grave de controle dos gestores municipais.

A prefeitura de Apucarana foi procurada pela Assembleia Legislativa do Paraná para prestar informações sobre o caso.

Desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19, mais de 800 denúncias relacionadas a fraudes na fila de prioridades foram encaminhadas à Comissão Especial de Investigação.

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