Beto Preto reconhece falta de leitos de UTI: ‘precisamos baixar o nível da epidemia’

Angelo Sfair

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Em meio ao auge da pandemia de coronavírus, o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou nesta sexta-feira (4) que faltam leitos de UTI para atender a demanda de pacientes com Covid-19.

Curitiba, região metropolitana e litoral registram as piores situações, de acordo com o governo do Paraná. O último informe epidemiológico aponta 93% de lotação nas unidades de terapia intensiva do SUS exclusivas para a pandemia.

A situação também é crítica na região noroeste, que atingiu 90% de ocupação entre os leitos de UTI para pacientes com coronavírus nesta quinta-feira (5) . No Estado, a média geral de ocupação é de 88%.

Para Beto Preto, os recentes decretos para coibir aglomerações no Paraná não serão suficientes caso não haja adesão da população às medidas de distanciamento. Nesta sexta (4), o secretário fez um apelo aos paranaenses.

“Nós precisamos ultrapassar esse momento de crise aguda. Os hospitais estão sem leitos, principalmente em Curitiba e na região metropolitana da nossa capital”, disse ele, por meio da assessoria de imprensa da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Segundo o chefe da pasta, como faltam leitos de UTI em hospitais no Paraná, pacientes estão sendo atendidos indevidamente em unidades de pronto atendimento (UPAs) ou no pronto-socorro de hospitais privados.

Sobre o toque de recolher noturno instituído pelo governo do Paraná nesta semana, Beto Preto reconheceu que a medida, sozinha, não é suficiente para resolver os problemas.

“Aglomeração acontece sempre: na frente de um bar, num churrasco entre amigos, num inocente chá de bebê. Precisamos contar com a consciência pública e, com responsabilidade, pedimos a colaboração de todos”.

Dois novos decretos foram baixados pelo governo do Paraná nesta semana. O primeiro estabelece toque de recolher noturno, das 23h às 5h. Ontem (4), foram decretadas proibições de venda e consumo de bebidas alcoólicas, e de reuniões com mais de 10 pessoas.

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