Com auge da covid, fila de pacientes para leitos de UTI triplica em Curitiba

Angelo Sfair

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A fila de pacientes que aguardam leitos de UTI na rede pública de Saúde do Paraná é três vezes maior do que o usual. Nesta sexta-feira (4), de acordo com a Sesa, 144 pessoas aguardavam a liberação de vagas na Central de Leitos de Curitiba, que responde pela demanda da capital e municípios da região metropolitana.

Usualmente, nos momentos mais movimentados do dia, a fila gira em torno de 40 a 50 pacientes. Segundo o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinicius Filipak, se trata de uma organização de rotina: todos os dias as centrais de leitos recebem as demandas dos municípios e distribuem os pacientes conforme as necessidades de cada um.

No entanto, a chegada da Covid-19 fez aumentar drasticamente a demanda por leitos. “Nós temos hoje uma nova doença que gera pacientes que não existiam antes, além dos usuais. Esse é o motivo pelo qual trabalhamos desde março para tentar ampliar ao máximo a rede hospitalar, sabendo que haveria doentes novos”, explicou.

Ao Paraná Portal, o médico atribuiu o aumento repentino da fila de pacientes que aguardam leitos de UTI à explosão de novos casos confirmados, sobretudo a partir de novembro. O movimento, segundo ele, ocasionou uma demanda de internação muito maior do que ocorria em setembro e outubro.

“Esse aumento tem pressionado nosso sistema de saúde”, reconhece ele. “Os leitos que estão disponíveis em algum momento podem estar todos ocupados, obrigando o paciente a ser mantido no hospital de origem, recebendo o tratamento inicial na unidade onde ele se encontra”, completa Filipak.

Em média, no Paraná, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com Covid-19 podem realizar o tratamento em casa, sem prejuízos. Nestes casos, são tratados os sintomas, quando necessário, e recomendado o isolamento para quebrar a cadeia de contágio. Pacientes desse perfil são monitorados remotamente.

Mas, no restante dos casos, leitos e enfermaria ou UTI são necessários para resguardar a segurança e o bem-estar dos pacientes. É neste cenário que atuam as centrais de leitos, avaliando a necessidade de cada paciente e destacando a vaga mais indicada para cada um.

“O nível de assistência da maior parte dos pacientes pode ser mantido numa UPA sem prejuízos para o quadro e sem agravar as sequelas. No entanto, há alguns casos muito graves que entram no critério de emergência médica, quando há risco de morte, e o paciente precisa ser levado rapidamente para o hospital”, concluiu Filipak.

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