Governo federal vai requisitar e centralizar todas as vacinas contra covid-19, diz Caiado

Redação

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Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás e aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse hoje (11) que o governo federal pretende requisitar todas as vacinas disponíveis no Brasil para distribuí-las de forma igualitária entre todos os Estados. Segundo ele, a informação foi passada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que esteve na inauguração da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, durante a manhã.

“Toda e qualquer vacina registrada, produzida ou importada no País será requisitada, centralizada e distribuída aos Estados pelo Ministério da Saúde. Pazuello me informou isso aqui em Goiânia, hoje. Nenhum estado vai fazer politicagem e escolher quem vai viver ou morrer de Covid”, afirmou Caiado em seu Twitter.

Governador Ronaldo Caiado ao lado de Jair Bolsonaro. (Isac Nóbrega/PR)

Mesmo sem citar diretamente, a mensagem é direcionada ao governador João Doria (PSDB), que já anunciou um calendário de vacinação da população a partir do dia 25 de janeiro. O recado é feito um dia após o Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista, começar a produzir a vacina Coronavac, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O imunizante ainda precisa do registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas a expectativa é que a conclusão dos estudos da fase 3 sejam enviados até o dia 15 de dezembro. Além disso, a CoronaVac já despertou o interesse de diversos municípios e estados. A prefeitura de Curitiba já divulgou que firmou parceria para obter a vacina, assim como Belo Horizonte. Além disso, o UOL já confirmou que Acre, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Paraíba já se manifestaram formalmente para receber a vacina.

Além de Goiás, o Paraná também não foi atrás de Doria. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o governador Ratinho Junior disse que vai seguir o protocolo do governo federal e que o Estado está preparado para o trabalho de vacinação.

VACINAS CONTRA A COVID-19: ANVISA APROVA USO EMERGENCIAL 

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Imagem em alusão à vacina contra o novo coronavírus. (Foto: Adriana Toffeti/A7 Press/Folhapress)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quinta-feira (10) a autorização temporária para uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Na prática, isso é um mecanismo deverá facilitar a disponibilização e o uso da vacina mesmo sem qualquer imunizante ter o registro definitivo. O Reino Unido e o Canadá já adotaram a estratégia para agilizar o processo de vacinação.

Quatro vacinas contra a covid-19 são estudadas no Brasil. A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a vacina da Pfizer, feita pela farmacêutica americana com o e o laboratório alemão BioNTech, a de Oxford, criada pela universidade da Inglaterra com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, e a da Johnson, do laboratório Janssen que é englobado pelo grupo Johnson & Johnson.

Até o momento, quem está em um passo mais avançado é a Coronavac. O governo de São Paulo já divulgou que pretende iniciar o processo de vacinação no dia 25 de janeiro de 2021.

Para isso acontecer, o governador João Doria (PSDB) pretende ter a aprovação da Anvisa até o dia 15 de janeiro, contando que o Instituto Butantan envie os resultados da terceira fase de testes da vacina à agência reguladora no dia 15 de dezembro. Essa será a última etapa antes da aprovação do imunizante.

Já a vacina da Pfizer passou a ser aplicada no Reino Unido, o primeiro Estado ocidental a autorizar o uso de uma vacina contra a covid-19. A primeira pessoa vacinada foi uma mulher de 90 anos. Contudo, os resultados preliminares da terceira fase de testes foram apresentadas ontem.

A vacina de Oxford apresentou 70% de eficácia, conforme a apresentação dos dados preliminares na etapa 3 e é uma das que estão perto de fazer um pedido de autorização para o uso emergencial da vacina no país.

Por fim, a vacina da Johnson chegou a ter os testes suspensos no Brasil em outubro e prevê que os resultados da eficácia sejam divulgados no fim de janeiro.

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