Huçulak desabafa em audiência com vereadores de Curitiba: “Queria estar longe daqui”

Redação

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Pressionada por alguns dos vereadores de Curitiba, a secretária municipal da Saúde Márcia Huçulak rebateu acusações e prestou explicações da pandemia de Covid-19 durante a audiência virtual desta terça-feira (25). O dia é marcado pela definição se a prefeitura vai determinar um novo lockdown na cidade e se a bandeira será atualizada para vermelha, que representa risco máximo contra a Covid-19. Desde ontem, todos os leitos clínicos da rede pública estão ocupados.

Durante a explicação de que a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) faz um trabalho de ‘retração e soltura’ das restrições, Huçulak valorizou a equipe e apontou que tem a obrigação de salvar vidas, apesar de lamentar a queda da Economia.

“Eu queria estar muito longe daqui. Em nenhum momento eu desejei isso, em nenhum momento tenho prazer. O Comitê passa horas discutindo. São profissionais renomados. Toda a nossa equipe de comando da Secretaria. Temos uma equipe de infectologistas que nos auxilia. Ouvimos a todos. Eu sugiro que a Câmara faça uma audiência e ouça o outro lado, que não o comércio”, disse Huçulak.

“Que chame os diretores de hospitais, infectologistas, chame o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná, o presidente da Unimed que me pediu lockdowm todos os dias. Eu só tentei fazer o bem da sociedade. Eu sinto muito as perdas econômicas, isso me dói no coração. Mas eu sou responsável dessa pasta e o principal objetivo é proteger a vida”, completou ela.

Sobre o setor de eventos, por exemplo, Márcia Huçulak que os empresários pressionam pela abertura normal, o que é impossível devido ao cenário atual.

Questionada sobre os eventos da Prefeitura de Curitiba que geraram aglomeração, rebateu que a SMS não foi consultada e que não é obrigação da pasta no trabalho de fiscalização.

A secretária municipal da Saúde também apontou que Curitiba tem hoje, entre as capitais, a segunda melhor taxa de infectados por milhão de habitantes, perdendo apenas para Florianópolis.

“A ciência está buscando alternativas e respostas. O que sabemos é que tudo que causa aglomeração, movimento da sociedade. Países que não fizeram medidas restritivas têm maior perda do PIB, maior número de casos e óbitos”, finalizou.

HUÇULAK PRESTA CONTAS AOS VEREADORES DE CURITIBA

Veja a íntegra da sessão da Câmara de Curitiba:

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