Idosa de 68 anos adia vacina por 3 meses e faz barraco ao receber negativa, diz secretária

Redação

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Uma idosa de Curitiba demorou mais de três meses para procurar a vacina contra a covid-19 e promoveu um “barraco” ao receber a negativa. A prefeitura suspeita que a mulher estivesse esperando a disponibilidade da vacina de uma fabricante específica.

A situação foi relatada pela secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, na coletiva de imprensa convocada nesta quarta-feira (7) para detalhar o decreto que retoma a Bandeira Amarela em Curitiba.

“Idosa, com 68 anos, e fazendo barraco, tratando mal nossas equipes e causando um grande constrangimento”, contou Huçulak. “É inadmissível que a pessoa tenha esperado tanto tempo para se vacinar com um imunizante específico”.

Com 68 anos, a idosa foi convocada para a primeira dose em 30 de março. No entanto, conforme a prefeitura, só compareceu ao posto ontem (6), dia em que não estava prevista a vacinação para repescagem. Novas datas serão anunciadas em breve, segundo a pasta.

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IDOSA NÃO FOI A ÚNICA “SOMMELIER DE VACINA”

Ontem (6), Curitiba utilizou vacinas das fabricantes Pfizer e Janssen para avançar a campanha por idade (42 anos) e para grupos prioritários. Das cerca de 23 mil doses aplicadas nesta terça-feira (6), mais de 8 mil foram destinadas a pessoas com mais de 42 anos.

Diante do cenário inexplicável, a Secretaria Municipal da Saúde precisou suspender emergencialmente o esquema de repescagem para garantir o cumprimento do calendário anunciado, sem prejuízos à população com 41 e 42 anos completos.

“A gente entende que em alguns casos a pessoa estava internada, sintomática, ou teve algum imprevisto. Nós entendemos, mas não são todas as quase 9 mil (que compareceram ontem com atraso)”, desabafou Márcia Huçulak.

A secretária municipal da Saúde não informou a identidade da idosa, nem a unidade de saúde onde o caso foi registrado. Segundo a chefe da pasta, além de destratar servidores, a mulher teria ameaçado chamar a imprensa para relatar o caso.

+ Confira a íntegra do decreto que estabelece a Bandeira Amarela em Curitiba

BANDEIRA AMARELA EM CURITIBA: “PANDEMIA NÃO ACABOU”

Segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde), foi possível decretar a Bandeira Amarela em Curitiba, nesta quarta-feira (7), após a diminuição dos principais indicadores da pandemia do coronavírus.

No entanto, o número de casos ativos ainda é uma preocupação. Em coletiva de imprensa, nesta tarde, a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak, afirma que a meta do município é baixar o número de infectados em 40% nos próximos 15 dias.

O número casos ativos de coronavírus, na faixa de 7,3 mil, ainda é muito alto. Temos uma meta que é baixar esse número para menos de 5 mil ou 4 mil casos nos próximos 15 dias, quando acaba a vigentes do atual decreto”, diz.

Curitiba volta para a bandeira amarela pela primeira vez após 133 dias. Desde o final de fevereiro a capital tem alternado entre as bandeiras laranja (risco médio) e vermelha (risco alto). No entanto, a flexibilização é seguida de um alerta:

A pandemia não acabou. Eu tenho muito receio sempre que vamos para a Bandeira Amarela de que as pessoas pensem que está tudo liberado. O que vai nos permitir a manutenção das restrições nesse nível mais baixo é o respeito aos protocolos de prevenção ao coronavírus. Uso de máscara, distanciamento social, ventilação dos ambientes e higienização das mãos são fundamentais”, pondera Márcia Huçulak, secretária municipal da Saúde de Curitiba.

Além de eventos corporativos com limite de até 100 pessoas, o decreto da Bandeira Amarela em Curitiba permite a retomada das atividades de teatros, cinemas e bares com até 50% de ocupação.

Espaços para práticas esportivas coletivas, como quadras públicas e privadas, também volta a funcionar, com protocolos sanitários específicos e restrições de horários.

Também foram promovidas flexibilizações para os domingos, até então reservados para maiores restrições. A partir de agora, comércios não essenciais, shoppings, restaurantes, academias e prestadores de serviço em geral podem atuar todos os dias da semana.

Continuam proibidas aglomerações com mais de 50 pessoas, como festas e eventos sociais; eventos esportivos com público externo, como jogos de futebol; e atividades em estabelecimentos destinados ao entretenimento, como shows, baladas e tacabarias.

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