Índia libera exportação, e vacina de Oxford deve chegar ao Brasil neste final de semana

Redação

Fiocruz e astrazeneca

O Brasil deve receber dois milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca neste final de semana. De acordo com a agência Reuters, o governo da Índia liberou a exportação do imunizante e as primeiras remessas devem ser enviadas para o Brasil nesta sexta-feira (22). Além disso, Marrocos, África do Sul e Arábia Saudita também deverão receber as vacinas na sequência.

A informação foi dada à agência de notícias com base no ministro das Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla. Ele ressaltou o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que as capacidades de produção da Índia seriam usadas por toda a humanidade para combater a pandemia.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, afirmou.

As doses são produzidas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor de vacinas do mundo e que recebeu pedidos de diversos países do planeta. Agora resta a logística das autoridades brasileiras, mas as possibilidades da vacina chegar ao Brasil neste final de semana é grande.

A demora da liberação da exportação por parte das autoridades indianas se deve a uma série de problemas diplomáticos com o Brasil. No ano passado, por exemplo, o governo Jair Bolsonaro passou meses atacando a proposta feita pela Índia para que os direitos de propriedade sobre vacinas fossem abolidas.

GOVERNO FEDERAL OBTÉM VACINAS DA ÍNDIA UMA SEMANA APÓS O ESPERADO

A liberação do governo da Índia sai uma semana após o fracasso da logística feita pela gestão Jair Bolsonaro. O Ministério da Saúde havia fretado um avião da Azul para ir a Mumbai, capital indiana, e transportar as vacinas de Oxford/AstraZeneca na quinta-feira da semana passada (14).

O voo partiu de Viracopos, em Campinas, e fez escala em Recife. Contudo, a aeronave teve a viagem suspensa e depois cancelada. Com a importação dos imunizantes sem data definida, o avião foi usado no transporte de oxigênio para Manaus.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro viu a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, ser distribuída aos estados. Ou seja, o trunfo acabou sendo do governador João Doria (PSDB), de São Paulo, eventual candidato nas eleições presidenciais em 2022.

A tendência é que os dois milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca cheguem da Índia o quanto antes e sejam distribuídos de forma proporcional e simultânea aos estados, conforme prevê o PNI (Plano Nacional de Imunização) definido pelo Ministério da Saúde.

VACINA DE OXFORD/ASTRAZENECA

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em conjunto com a farmacêutica AstraZeneca (inglesa e sueca) já demonstra eficácia de 70% apenas com a primeira dose. No Brasil, os estudos foram desenvolvidos pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao jornal o Globo, a pesquisadora Sue Ann Costa Clemens disse ainda que a eficácia pode chegar a mais de 80% com a segunda dose. Ela revelou também que os estudos ainda apontam que a eficácia aumenta com o intervalo entre as aplicações das doses. Na Inglaterra, as pessoas são vacinadas com esse período de até 12 semanas.

A vacina de Oxford/AstraZeneca já teve mais de um milhão de doses aplicadas. Sete países já aprovaram o uso emergencial: Índia, Reino Unido, Índia, México, Marrocos, Argentina, Equador e El Salvador. Mais de um milhão de doses já foram aplicadas.

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