Manaus: Paraná oferece UTIs e receberá 25 recém-nascidos afetados pela pandemia

Redação

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A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) se colocou à disposição nesta sexta-feira (15) para receber e prestar assistência para até 25 recém-nascidos internados em leitos de UTI de Manaus.

O sistema de saúde da capital do Amazonas entrou em colapso devido à pandemia do coronavírus. Pacientes com covid-19 têm morrido sufocados após o estoque de oxigênio ter acabado ontem (14).

Conforme o governo do Paraná, o pedido partiu do Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o caos na saúde pública causado pela má gestão da pandemia pode afetar o atendimento aos recém-nascidos de Manaus.

“Recebemos com muita sensibilidade esse pedido para uti para os bebês. Nos mobilizamos de forma a ajudar humanitariamente esses pacientes com todas as condições que temos aqui”, disse o secretário Beto Preto, por meio da assessoria de imprensa.

Os 25 leitos de UTI neonatal disponibilizados pelo Paraná são de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. São 15 leitos no Hospital do Rocio e outros 10 no Hospital Infantil Waldemar Monastier.

Além disso, Curitiba ofereceu 30 leitos para receber pacientes de Manaus. Não há a informação se as vagas oferecidas serão necessárias, uma vez que são priorizadas transferências para regiões mais próximas.

O Ministério da Saúde confirmou que cerca de 100 pacientes do Amazonas serão transferidos para a rede estadual de Goiás. Outros 100 pacientes devem ser encaminhados para hospitais do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

OXIGÊNIO PARA MANAUS

A capital do Amazonas concentra quase 95 mil entre os mais de 220 mil casos confirmados de coronavírus no Estado, que já registra quase 6 mil mortes. O número acelera à medida que falta oxigênio para pacientes em estado grave.

Proporcionalmente, o número de mortes no Amazonas é quase três vezes maior do que o registrado pelo Paraná. Além disso, as condições geográficas e a estrutura hospital são fatores que agravam a pandemia na região norte.

Diante da incompetência do Executivo estadual e federal em lidar com pandemia do coronavírus, anônimos e celebridades se mobilizam para mandar oxigênio para Manaus.

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