Coronavírus
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Média móvel de mortes por Covid no Brasil está abaixo de 200 há nove dias

Em mais um dia em que alguns estados afirmam estarem com dados da pandemia afetados pelo ataque cibernético aos sistemas..

Folhapress - 12 de dezembro de 2021, 20:12

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em mais um dia em que alguns estados afirmam estarem com dados da pandemia afetados pelo ataque cibernético aos sistemas do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 82 mortes por Covid e 1.686 casos da doença, neste domingo (12).

A média móvel de casos nos últimos sete dias é de 6.679 e a de mortes está em 181.

O país completou, assim, nove dias seguidos com médias móveis de óbitos abaixo de 200 por dia.

No Brasil, já morreram 616.941 de Covid-19 e outras 22.187.349 foram infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 estão entre os afetados, em diversos estados, pelo ataque à página do ministério. De toda forma, as informações foram ao menos parcialmente atualizadas em dez estados.​

Ao todo, 159.839.190 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —134.708.080 delas já receberam a segunda dose do imunizante. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 139.339.569 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. ​

Assim, o país já tem 74,93% da população com a 1ª dose e 65,32% dos brasileiros com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​