Medidas são necessárias enquanto vacinação não avançar, dizem presidentes da SBI e do CRM-PR

Redação


Roberto Yosida, presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), e Clóvis Arns, presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), defenderam medidas restritivas enquanto a maior parte da população não está vacinada. Os dois participaram do simpósio “A Saúde Pede Ajuda”, encabeçado pelo vereador Dalton Borba e promovido pela Câmara Municipal de Curitiba.

“Até nós termos boa parte da população vacinada, que é o que chamamos de imunidade de rebanho, que é quando 70 ou 80% da população vacinada e o vírus para de circular de forma efetiva, são as medidas preventivas. É alertar a importância das máscaras”, afirmou Arns.

“Devemos manter as medidas restritivas por um bom tempo”, completou Yoshida.

Em sua participação, o infectologista Clovis Arns disse ter recebido duas ligações de Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde. O chefe do Ministério da Saúde ressaltou que é prioridade da pasta alcançar a marca de um milhão de pessoas vacinadas por dia.

“Nós já sabemos qual vai ser a salvação e a resposta é vacinação em massa. Temos um horizonte a médio prazo de ter uma melhora e não viver mais um março tão crítico quanto tivemos”, destacou Arns.

No Paraná, o último mês ficou marcado pelos recordes de casos, mortes e internações por covid-19.

FALTAM MEDICAMENTOS EM ALGUNS LOCAIS, DIZ PRESIDENTE DO CRM

Um testemunho importante do presidente do CRM-PR foi sobre a falta de medicamentos.

“Nós temos uma preocupação em relação às questões no que se refere ao oxigênio e fármacos necessários para intubação e ventilação mecânica. Já notificamos as autoridades e sabemos que não está fácil, mas temos que ter o empenho neste sentido porque sabemos de alguns locais onde falta esse tipo de medicamento e o paciente está no ventilador. É mais uma ansiedade dos médicos e profissionais de Saúde ao lado do paciente”, afirmou o médico Roberto Yosida.

Além disso, ele também ressaltou as ansiedade dos médicos e profissionais de Saúde que atuam na linha de frente.

“É muito desgastante a pessoa ouvir as últimas palavras e receber o último olhar de alguém. Por aí você pode perceber o nível de estresse que nossos colegas estão submetidos”, completou.

Nesta quinta-feira (1), a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) divulgou que distribuiu 108 mil remédios para intubação aos municípios. Além disso, também foram enviadas as doses do 11° lote das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde.

O simpósio da Câmara de Curitiba foi realizada no Youtube:

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