Pinheirinho tem maior taxa de mortalidade da covid-19 em Curitiba; veja dados por região

Redação

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Uma ferramenta desenvolvida pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), em parceria com estudiosos de outras instituições, aponta as regiões e bairros mais afetados pela pandemia da covid-19 em Curitiba. A regional do Pinheirinho lidera os indicadores de mortalidade e incidência do coronavírus.

Segundo o modelo matemático, elaborado com base no Modinterv (Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19), na regional do Pinheirinho, a cada 100 mil habitantes, 13 mil foram infectados pelo coronavírus.

A segunda maior incidência de coronavírus ocorre no distrito sanitário do CIC (Cidade Industrial de Curitiba), com quase 12 mil contaminados. Na outra ponta do monitor, os menores índices foram encontrados nas regiões do Cajuru (nove mil casos para cada 100 mil habitantes) e de Santa Felicidade (oito mil casos para cada 100 mil habitantes).

EM CURITIBA, PINHEIRINHO LIDERA TAXA DE MORTALIDADE

Além de registrar a maior incidência do coronavírus entre as regionais de Curitiba, o Pinheirinho também tem a maior taxa de mortalidade da covid-19 na capital. Foram registradas 365 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na sequência, aparece a regional Boqueirão, com 306 mortes/100 mil habitantes. O distrito sanitário de Santa Felicidade permanece na última posição do ranking, com 205 mortes/100 mil habitantes. Os dados analisados compreendem o período até 1º de junho.

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Gráfico mostra a evolução da mortalidade da covid-19 nos distritos sanitários de Curitiba (Reprodução/UFPR)

INCIDÊNCIA E MORTALIDADE DA COVID NO PARANÁ

No Paraná como um todo, os pesquisadores concluíram que a regional de Foz do Iguaçu é a mais afetada pela pandemia do coronavírus. A cidade fronteiriça, junto aos municípios do entorno, tem uma taxa de incidência de 14 mil casos para cada 100 mil habitantes.

A taxa de mortalidade de Foz do Iguaçu também é considerada alta, com 292 mortes para cada 100 mil habitantes. Logo depois aparece a regional de Paranaguá, no litoral, com 11,5 mil infecções e 286 óbitos para cada 100 mil habitantes.

MONITORA ACOMPANHA VACINA

Com base nos dados disponibilizados pelo SUS, o Modinterv (Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19), também monitora a campanha de vacinação contra a covid-19.

Até 1º de junho, Curitiba aplicou a primeira dose da vacina em 512 mil pessoas, o que corresponde a 35% da população adulta. Metade disso completou o esquema vacinal com a dose de reforço (225 mil, ou 15%).

Com quase 2 milhões de habitantes, segundo o IBGE, e 75% da população na fase adulta, Curitiba precisa acelerar o ritmo de vacinação caso queira concluir a campanha neste ano.

Considerando que a taxa média de vacinação é de, aproximadamente, cinco mil vacinas ao dia, ainda faltam quase quatro meses para imunizar as pessoas que não foram contempladas”, afirma o coordenador do Modinterv, Giovani Vasconcelos, professor do Departamento de Física da UFPR.

Segundo a análise do grupo, o modelo matemático mostra que há um atraso de mais ou menos 47 dias entre a primeira e a segunda dose em Curitiba.

“Quando se atinge um certo número de vacinados com a primeira dose, por exemplo duzentos mil, esse mesmo número de pessoas com a segunda dose será alcançado em média 47 dias depois”, conclui.

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Maringá tem o menor atraso entre doses, revela monitor (Reprodução/UFPR)
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