Curitiba e região devem ter novo decreto com medidas mais restritivas nesta quinta

Vinicius Cordeiro

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O governo do Paraná, representado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a SMS (Secretaria Municipal de Curitiba) e a Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana) estiveram reunidos para discutir um novo decreto para a capital do Estado. Eles estudam medidas mais restritivas durante o momento mais crítico da pandemia. O objetivo é evitar o colapso do sistema de Saúde, levando em conta o crescimento da demanda.

A reunião aconteceu na tarde de hoje (2), no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Um novo encontro acontecerá na tarde desta quinta-feira (3), com a presença do governador Ratinho Junior, para definir os últimos detalhes do novo decreto. O entendimento é que pelo grande fluxo de pessoas da capital com as cidades vizinhas, é preciso que haja um plano unificado de ações.

“Tivemos essa reunião para discutirmos todos os números altos da covid-19 e quais medidas precisamos fazer em conjunto para fazer efeito. Foi apresentada uma proposta para somar ao decreto estadual”, disse Marcio Wozniack, prefeito de Fazenda Rio Grande e presidente da Assomec, em entrevista ao Paraná Portal.

Ele ressaltou que os municípios aderiram o decreto estadual que determina o toque de recolher. A norma entra em vigor hoje, às 23h.

Além disso, afirmou que a reunião foi marcada pela preocupação com os altos números do coronavírus. Desde a semana passada são registrados casos de falta de leitos para atendimento dos infectados e a taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia de Saúde) da rede pública chegou a 94% hoje, conforme boletim da covid-19 em Curitiba.

“Várias pessoas se manifestaram de forma muito forte. As pessoas estão cansadas, estressadas e exaustas de não verem as pessoas obedecerem. A pergunta é até quando o estado vai atender essas demanda? De mil pessoas, 100 acabam indo para atendimento. Temos que frear essa grande contaminação”, completou ele.

A reportagem procurou o secretário Beto Preto e a secretária Márcia Huçulak para comentarem a reunião sobre o novo decreto para a Grande Curitiba e o momento crítico, mas não obteve retorno. À Agência Estadual de Notícias, Beto Preto disse que as reuniões são para estudar “quais medidas precisam ser tomadas neste momento para evitar o colapso no sistema hospitalar”.

CORONAVÍRUS DISPARA NO PARANÁ; CURITIBA TEM SITUAÇÃO MAIS CRÍTICA

O Paraná confirmou 29 mortes e 3.193 novos casos de covid-19 nesta quarta. O boletim do coronavírus atualizado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) aponta que o Estado acumula 6.188 óbitos e 285.837 diagnósticos positivos desde o início da pandemia, em março.

Segundo os dados, novembro foi o pior mês a pandemia. Foram 66.179 pessoas infectadas, praticamente o dobro de confirmações de outubro (34.238). Agosto, com 55.200 casos confirmados, era o pior mês no sentindo da transmissão do vírus.

Curitiba, que bateu recordes atrás de recordes na segunda quinzena de novembro, registra quase 13 mil pessoas capazes de transmitir o vírus. Em julho e agosto, esse número não passou de cinco mil.

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