Paraná confirma 17 casos novos das variantes mais contagiosas do coronavírus

Angelo Sfair

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Sequenciamentos genéticos feitos pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz ), no Rio de Janeiro, confirmaram mais 17 casos de variantes contagiosas do coronavírus em pacientes do Paraná. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (26) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Com os cinco casos anteriormente identificados, chega a 23 o total de diagnósticos de Covid-19 causada por coronavírus geneticamente modificados.

Dos novos casos, 15 são da P1, a variante brasileira descoberta primeiramente em Manaus. Outros dois casos são da variante B.1.17, sequenciada pela primeira vez no Reino Unidos. São modificações genéticas naturais que tornaram o coronavírus mais contagioso, embora não existam evidências que sejam mais mortais.

Ao anunciar medidas de restrição mais severas para controlar a  Covid-19 no Paraná, nesta manhã, o governador Ratinho Junior (PSD) afirmou que o Estado acompanha com preocupação a disseminação dessas variantes. Isso porque a velocidade do contágio é maior, dificultando a assistência médica aos doentes.

COVID-19: CURITIBA CONCENTRA CASOS DE VARIANTES

De acordo com a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), dos 17 casos novos identificados, 14 são de pacientes que residem ou fazem tratamento em Curitiba, dos quais 10 precisaram de atendimento médico e quatro monitoram os sintomas em casa. Ao todo, cinco pessoas já são consideradas “recuperadas”.

Os pacientes infectados com as variantes P1 (brasileira) e B.1.1.7 (britânica) têm entre 21 e 76 anos de idade. Todos, de alguma forma, estão ligados a Manaus. Ou são moradores de Curitiba que viajaram para a capital do Amazonas, ou tiveram contato com pessoas vindas daquele cidade, ou são pacientes de Manaus que foram transferidos para a capital paranaense.

INTERIOR

A cidade de Ponta Grossa, no Campos Gerais do Paraná, tem um caso confirmado da variante P1 do coronavírus. A vítima era uma idosa de 87 anos, que apresentou os primeiro sintomas no dia 17 de janeiro, foi internada no dia 28 daquele mês e morreu no dia 7 de fevereiro.

Além disso, a cidade de Maringá confirmou dois casos da variante britânica, a B.1.1.7, em uma mulher de 39 anos e no filho dela, de quatro anos. A paciente não viajou para outras cidades, mas teve contato com uma pessoa vinda de Londres, na Inglaterra, em dezembro.

Deste contato inicial, a Sesa encontrou outras cinco infecções pelo coronavírus na mesma família. Possivelmente todos contraíram a mesma variante do coronavírus, o que não é possível atestar porque não foi realizado o sequenciamento genético.

Todos os casos continuam em investigação.

SEQUENCIAMENTO GENÉTICO NO PARANÁ

Para não depender exclusivamente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz ), no Rio de Janeiro, o Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná) desenvolveu uma ferramenta de vigilância laboratorial para fornecer dados à Sesa.

O instrumento foi apresentado hoje (26) ao setor de Atenção e Vigilância em Saúde.

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