Paraná pede que Ministério da Saúde reavalie número de vacinas ao estado

Redação

Vacinas contra a Covid-19 : Paraná pede reavaliação no número de doses

O governador Ratinho Junior (PSD) informou nesta quarta-feira (27) que enviou uma nota técnica ao Ministério da Saúde solicitando uma reavaliação sobre o número de doses das vacinas contra a Covid-19 enviadas ao Paraná.

“Estamos em contato permanente com o Ministério da Saúde para ampliar o repasse de doses para o Paraná. Pelo nosso cálculo, recebemos um pouco menos. Telefonei para o ministro Eduardo Pazuello no sábado e ele se mostrou solícito. Disse que se existir qualquer tipo de erro, o Paraná será recompensado automaticamente”, disse o governador Ratinho Junior em entrevista à rádio Jovem Pan.

Conforme o governador, um dos critérios usados pelo governo federal para validar a divisão dos imunizantes é o número de trabalhadores da saúde. Pelo fato do Paraná ter apenas um equipamento federal, o Hospital de Clínicas, em Curitiba, o Estado estaria em desvantagem em relação a outras unidades da federação com proporção populacional semelhante, como o Rio Grande do Sul.

De acordo com o documento enviado pelo Paraná ao Ministério da Saúde, o estado conta com aproximadamente 303 mil profissionais da saúde. O número é 11,5% superior à primeira versão, que continha 272 mil trabalhadores.

Conforme o último boletim, o Paraná acumula 528.624 casos confirmados e 9.510 mortes devido ao coronavírus.

PARANÁ TEM MAIS HABITANTES QUE O RIO GRANDE DO SUL, MAS RECEBEU MENOS VACINAS

Até o momento, o Paraná recebeu 391.700 doses de vacinas, divididas em dois lotes da Coronavac e um da AstraZeneca. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul recebeu 511,2 mil vacinas. Contudo, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Paraná soma 11.516.840 habitantes, superior ao estado vizinho, que tem 11.422.973 moradores.

“O nosso quadro da saúde é bem diluído justamente pelo fato de não ter tantos hospitais federais. É essa a conta que mostramos ao Ministério para ter acesso a mais doses como forma de fazer justiça a uma distribuição de forma igualitária”, disse Ratinho Junior.

Além da reavaliação por parte do Ministério da Saúde, o Paraná segue confiando na parceria com o Instituto Gamaleya, de Moscou, responsável pelo desenvolvimento da vacina Sputnik V. Segundo Ratinho Junior, o Tecpar e as universidades estaduais ajudarão na execução da fase 3 de testes da vacina russa se a ação for cobrada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“O Tecpar não tem condições de produzir uma quantidade grande de vacinas, mas pode colaborar na parte científica do processo e está à disposição”, finalizou o governador do Paraná.

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