Paraná pode não alcançar meta de vacinar idosos em abril e torce para entrega de novo lote

Redação

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Beto Preto, secretário estadual da Saúde, afirma estar torcendo para que o Ministério da Saúde entregue um novo lote de vacinas contra a covid-19 ainda em abril. A expectativa é que seja uma remessa maior do que a de 368 mil doses que são distribuídas aos municípios hoje. Sem essa nova entrega, é improvável que o Paraná cumpra a meta de imunizar todas as pessoas com 60 anos ou mais até o fim deste mês e o chefe da pasta admite que o ritmo da vacinação está mais lento que o previsto.

“Estamos nessa torcida e preparados. Por isso vamos vacinar no final de semana e à noite se for necessário. Se o Ministério colocar as doses aqui, vamos ter condição de atender sim. Nos últimos 10 dias de abril, tem uma previsão de 11,5 milhões de doses para todo o Brasil. Se esse número se confirmar, vamos ter no Paraná 500 mil vacinas, um pouco mais. Tenho a impressão que dá para chegar nos 60 anos pelo menos com a primeira dose, em um quantitativo grande”, diz.

Beto Preto também afirma que o momento da pandemia no Paraná ainda não permite relaxamentos. Além das vacinas, o governo estadual também distribui 19.050 ampolas de medicamentos, divididos entre bloqueadores neuromusculares, sedativos e analgésicos, que fazem parte do chamado kit intubação. Segundo ele, a crise nos estoques dos remédios ainda não está sanada.

“Esse quantitativo ainda é para poucos dias e não nos permite dormir tranquilos, pelo contrário. Temos um estoque rodando nos hospitais, mas trabalhamos com horizontes muito próximos. Talvez hoje, neste momento, a crise no Paraná seja menor que São Paulo, Rio e Minas Gerais, mas a nossa crise era muito maior há 15 ou 20 dias atrás. É momento de continuar alerta”, completou.

DADOS DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID NO PARANÁ

Segundo o Vacinômetro, 1.358.411 pessoas no Paraná já receberam a primeira dose, o que representa 94,6% das vacinas distribuídas às cidades. Além disso, 411.697 completaram o ciclo da imunização com a segunda dose.

Beto Preto ainda aponta que a taxa de transmissão voltou a subir no Paraná. O índice chegou a estar em 0,73 (100 pessoas infectam mais 73) voltou a subir e está em 0,95. A taxa ainda garante que a pandemia tem um crescimento absoluto, mas é monitorada pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

MEDICAMENTOS ENVIADOS DEVEM DURAR QUATRO DIAS

O diretor-geral da Sesa, Nestor Werner, explicou que os medicamentos enviados nesta sexta-feira (16) para os hospitais de referência são suficientes para aproximadamente quatro dias de uso contínuo.

Por isso, a situação ainda é crítica e os gestores buscam acelerar os contratos de compras para evitar a falta de remédios.

“Os medicamentos que estão indo hoje para os hospitais de contingência duram aproximadamente quatro dias. Não que os hospitais estejam sem nada e vai durar só isso. Junto com o estoque que eles têm, o que está indo hoje dura quatro dias. Os medicamentos que estão indo para os municípios têm uma durabilidade um pouco maior porque é um volume, então vão durar algo em torno de 15 dias”, finalizou.

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