Paraná quer mais vacina para controlar variantes da covid na fronteira

Redação

Medo de variantes da covid na fronteira leva a pedir mais vacina

O governo do Paraná fez um pedido nesta quarta-feira (7) ao Ministério da Saúde para recebeu um lote adicional de vacina. A intenção é usar esse lote exclusivamente nas regiões de fronteira com Argentina e Paraguai. Temendo variantes do novo coronavírus, a Sesa (Secretaria Estadual da Saúde) pediu cerca de 90 mil doses para acelerar a imunização em Foz do Iguaçu, Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste.

Segundo a Sesa, o ofício do secretário estadual da Saúde, Beto Preto, leva em consideração o alto fluxo e trânsito de pessoas nas fronteiras, e a possibilidade de entrada de novas variantes do coronavírus. “Levamos este pedido ao Ministério da Saúde na perspectiva de auxiliar na imunização da região de fronteira, justamente pela circulação de pessoas de outros países”, destacou Beto Preto.

MPF pede que União monte barreiras sanitárias para conter covid

A Sesa lembra ainda que o Ministério Público Federal (MPF) chegou a ajuizar uma ação civil pública para que a União monte barreiras sanitárias na fronteira entre Brasil e Paraguai, principalmente na Ponte da Amizade. De acordo com o Ministério da Saúde, o assunto da vacina nas fronteiras deve ganhar um tratamento diferenciado pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 (PNO).

“A Sesa está vigilante ao fluxo da fronteira e por isso mesmo fomos a Brasília para intensificar este trabalho da imunização, que já vem atingindo números expressivos no Paraná”, afirmou o diretor-geral da pasta. “A ideia é tentar o envio de um lote exclusivo para a região, o que não se mistura com a distribuição regional dos lotes que o Paraná recebe do governo federal”.

O pedido é para que as vacinas sejam direcionadas aos quatro municípios já nos próximos dias. “Este pedido é muito importante. O Ministério sinalizou com novas entregas de doses que podem contemplar este cenário”, disse Neves.

Segundo o Ministério da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga tem avaliado o assunto internamente com as demandas de vários estados que fazem fronteira com Uruguai, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. “Vamos solicitar um levantamento deste cinturão sanitário das fronteiras secas para trabalharmos um cronograma de distribuição específico”, disse Cruz.

98 mil brasileiros moram no Paraguai, com trânsito pela Ponte da Amizade

Também preocupado com as variantes, o prefeito de Foz do Iguaçu citou um levantamento feito pelo Consulado do Paraguai na cidade que indica que pelo menos 98 mil brasileiros moram no país vizinho, com trânsito intenso pela Ponte da Amizade. O município tem a fronteira mais movimentada do Brasil.

“Há um grande contingente de pessoas e por isso temos que olhar de forma diferenciada neste assunto. O apoio da Secretaria de Estado da Saúde nas tratativas é muito importante”, ressaltou.

Nesta terça-feira (6), a ocupação de leitos de UTI para covid na macrorregião Oeste era a pior do Estado, com 92%. Foz do Iguaçu estava com ocupação de 99%.

O ofício pedindo mais vacina da covid foi assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e entregue ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, em Brasília. A reunião foi conduzida pelo diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior, e pelo chefe de gabinete, César Neves. O prefeito Chico Brasileiro, de Foz do Iguaçu, também participou do encontro em Brasília.

 

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