Vacina: Paraná projeta receber até 6 milhões de doses em 45 dias, diz Beto Preto

Redação

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O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, espera que o Ministério da Saúde envie entre 5 e 6 milhões de doses de vacina contra a covid-19 até o final de agosto.

Em reuniões com gestores estaduais e municipais, neste mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estimou repasses de 100 a 120 milhões de doses no período. O Paraná calcula receber 5% do total.

O contingente seria suficiente para cumprir a meta de imunizar 80% da população adulta até o final do próximo mês. Restaria aproximadamente 20% do público-alvo, acima de 18 anos, para receber a primeira dose da vacina em setembro.

“O ministro Queiroga disse que há possibilidade de até 120 milhões de doses. Se essa conta cair para 100 milhões, ainda teremos em torno de 5 milhões de doses para o Paraná, suficiente para cumprir nossa meta”, avalia Beto Preto.

VACINAÇÃO DESACELERA NO PARANÁ

Segundo dados do Localiza SUS, o Paraná tem uma população vacinável – ou seja, maior de 18 anos e apta a receber a vacina – estimada em 8.720.953.

Desde o início da campanha até sexta-feira (16), 6.927.974 doses foram aplicadas, mas apenas 1.803.975 pessoas concluíram o esquema vacinal com duas doses ou dose única.

Ou seja, 5.122.026 pessoas estão parcialmente imunizadas e ainda aguardam a convocação para a receber a segunda dose da vacina.

Sem doses suficientes para imunizar a população em massa, o Paraná viu os números despencarem no decorrer da semana. De segunda (12) a sexta-feira (16) o número de pessoas vacinadas foi caindo dia após dia, passando de 102.871 para 28.513.

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Fonte: Rede Nacional de Dados em Saúde – RNDS

VACINA É SOLUÇÃO

O controle eficaz da pandemia do coronavírus só deve ser possível a partir do momento em que o Paraná e o Brasil conseguirem vacinar mais de 70% da população com duas doses.

Por isso, é fundamental que o maior número de pessoas sejam imunizadas no menor tempo possível. Nesse sentido, pessoas que escolhem a marca atrapalham o coletivo.

“A existência de ‘sommeliers de vacina‘ não faz sentido. Além do egoísmo, são pessoas que atrasam todo o processo e atrapalham os demais”, diz a médica Camila Ahres.

A infectologista lembra que todos os imunizantes disponíveis no Brasil (CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen) são autorizados e recomendados pela Anvisa, que atestou a segurança e eficácia da vacina.

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