Ratinho Junior diz que vacina contra covid só deve ser aplicada no Paraná a partir de março

Angelo Sfair

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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), disse nesta sexta-feira (11) que aguardará passivamente o posicionamento do governo federal sobre possíveis vacinas contra a Covid-19. Enquanto espera as definições do Ministério da Saúde, o Estado reforça o estoque de insumos e equipamentos, e alega que está pronto para executar o ainda inexistente plano de vacinação.

Em todo o Brasil, pelo menos 13 estados já se movimentam no sentido de viabilizar a vacina sem depender do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Além de São Paulo, que iniciou no Instituto Butantan a produção da Coronavac, já manifestaram interesse: Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso Sul, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul.

Em coletiva de imprensa, Ratinho Junior disse não saber exatamente quando o Paraná poderá vacinar os cidadãos. Isso pode, ou não, acontecer a partir de março. Segundo ele, o cronograma está previsto no PNI (Plano Nacional de Imunização), mas o cumprimento depende diretamente da capacidade do governo federal negociar com os laboratórios cujas vacinas forem liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Não é um laboratório que vai resolver a questão, mas vários laboratórios fornecendo as vacinas para os países. Não vamos fazer o paranaense ser cobaia. Vamos aplicar as vacinas cientificamente eficazes. Não serão vacinas políticas, mas com segurança para trazer a imunização necessária”, disse Ratinho Junior.

Em agosto, o Paraná assinou um memorando de cooperação técnica com o Instituto Gamaleya de Moscou, por meio do RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto). A expectativa era de que, até o final de setembro, o Palácio Iguaçu submeteria à Anvisa o protocolo de validação da fase 3 dos ensaios clínicos da vacina russa no Brasil. No entanto, até agora o plano não se concretizou.

De acordo com Ratinho Junior, o acordo com o Instituto Gamaleya ainda está em vigor, mas depende da documentação da Rússia para ativar o protocolo. Além disso, colocou o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) à disposição de vários laboratórios. Não há no horizonte expectativa de que o instituto firme novos acordos de cooperação técnica ou de transferência de tecnologia.

RATINHO JUNIOR DIZ QUE PARANÁ ESTÁ “PRONTO”

Enquanto não há expectativa por vacinas, Ratinho Junior anunciou a compra de insumos e equipamentos. Entre eles, a aquisição de 11 milhões de seringas e a abertura de licitação para compra de mais 16 milhões. O Paraná também vai contratar mais de 200 câmaras frias, quatro contêineres e quatro caminhões refrigerados para armazenagem e transporte das vacinas.

“Estamos organizados em termos logísticos e de equipamentos, com agulhas, seringas, câmaras frias e profissionais. E torcendo para que a vacina ou as vacinas venham o quanto antes, independente da bandeira e da origem. Olhamos em cima de uma metodologia”, disse Ratinho Junior.

Segundo o governador, o Paraná tem 1.850 salas de vacinações já existentes em parceria com os municípios. Paralelamente aos equipamentos, o governo abriu licitação orçada em R$ 22 milhões para a compra de equipamentos de proteção individual necessários para uma futura campanha de vacinação. Entre eles, máscaras, luvas, gorros, aventais e algodão.

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