Coronavírus: Reino Unido diz que variante encontrada na Inglaterra pode ser mais letal

Ana Estela de Sousa Pinto - Folhapress

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta sexta (22) que há “alguma evidência” de que a variante do Sars-Cov-2 identificada pela primeira vez na Inglaterra pode ser mais mortal do que a versão original. Até então, supunha-se que ela fosse apenas mais contagiosa.

“Fomos informados hoje que, além de se espalhar mais rapidamente, agora também parece que há alguma evidência de que a nova variante -a variante que foi descoberta pela primeira vez em Londres e no sudeste da Inglaterra – pode estar associada a um maior grau de mortalidade”, afirmou ele, em entrevista.

Segundo ele, os estudos indicam que as vacinas da Pfizer/BioNTech e de Oxford/AstraZeneca são eficazes contra essa variante e outras consideradas preocupantes, identificadas na África do Sul e no Brasil. A vacina de Oxford também faz parte do programa de vacinação brasileiro.

A variante do Reino Unido, também chamada de B.1.1.7, já foi detectada em pelo menos 44 países, incluindo os EUA e o Brasil. Ela tem uma mutação na proteína chamada Spike, usada pelo vírus para entrar na célula humana.

Na B.1.1.7, assim como nas outras duas variantes consideradas preocupantes, essa proteína sofreu uma mutação chamada de N501Y (que os cientistas apelidaram de Nelly), que permite que ela se transmita mais rapidamente.

O Reino Unido impôs confinamento restrito para conter a transmissão e tem intensificado o programa de imunização, que já vacinou mais de 4 milhões de pessoas, um décimo delas com as duas doses. Apesar disso, estudos mostram que o número de novos casos continua crescendo.

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