Rússia apresenta EpiVacCorona, nova vacina contra a covid-19, e anuncia eficácia de 100%

Redação

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A agência de saúde da Rússia, Rospotrebnadzor, anunciou nesta terça-feira (19) que os resultados dos ensaios clínicos apontam que é de 100% a eficácia da vacina contra o coronavírus EpiVacCorona, desenvolvida pelo centro científico de virologia e biotecnologia Véktor 

 

“A eficácia da vacina consiste em sua eficácia imunológica e preventiva. De acordo com os resultados da primeira e segunda fase dos ensaios clínicos, a eficácia imunológica da vacina EpiVacCorona é de 100%”, diz o comunicado.

 

Com base em antígenos peptídicos, a EpiVacCorona foi registrada em meados de outubro. Em novembro, o Ministério da Saúde da Rússia autorizou o centro Véktor a conduzir ensaios clínicos em até 3 mil voluntários e pessoas com mais de 60 anos de idade.

 

No início de dezembro, as autoridades de saúde da Rússia entregaram documentos sobre a EpiVacCorona à Organização Mundial da Saúde (OMS) para revisão.

 

No final de novembro, o centro Véktor anunciou que sua vacina garante imunidade contra o coronavírus um mês após a primeira injeção. “O nível de proteção pode ser alcançado em um prazo diferente para cada pessoa, mas em média é formado em um mês”, explicou Alexánder Rýzhikov, diretor do departamento de zoonoses e gripe.

 

Vacina não traz riscos a assintomáticos, diz centro de virologia da Rússia

 

Além disso, segundo Rýzhikov, a inoculação da EpiVacCorona em pacientes que sofrem de formas assintomáticas de covid-19 não traz riscos à saúde. A instituição garante que a injeção pode ser benéfica para alguns desses tipo pacientes, bem como inútil para outros, mas em nenhum caso prejudicial.

 

A primeira vacina russa contra covid-19, a Sputnik V foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya em Moscou e foi registrada em 11 de agosto.

 

Há ainda uma terceira vacina russa, ChuVac, desenvolvida pelo centro de Chumakov, que já passou pelas duas primeiras etapas de testes em voluntários e poderá ser produzida em massa a partir de fevereiro próximo.

 

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