Rússia nega recusa da Anvisa e diz que enviará mais dados da vacina Sputinik V

Redação

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O fundo de investimento russo, responsável pelos investimentos da vacina Sputinik V, contra a covid-19, negou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recusou o pedido para uso emergencial do imunizante. De acordo com os russos, foram requisitados mais dados serão encaminhados em breve.

“São procedimentos padrão e não significam que um pedido de registro tenha sido rejeitado”, diz a nota.

Contudo, uma outra justificativa da Anvisa foi que os estudos da fase 3 devem estar sendo realizados no Brasil. Vale lembrar que o Paraná e a Bahia chegaram a acertar acordos para aquisição de doses da vacina russa. No caso do estado do Sul do país, o contrato também previa a produção dos imunizantes. Contudo, o processo transita de forma mais lenta em relação às outras vacinas.

A vacina russa Sputinik V foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou e foi registrada no Paraguai, para uso emergencial, na última sexta-feira (15). O imunizante é utilizado para combater a covid-19 em outros três países da América do Sul: Argentina, Bolívia e Venezuela. Na Argentina, 99,3% das reações atribuídas à Sputnik V foram leves ou moderadas. Os cidadãos argentinos começaram a ser imunizados em dezembro.

A vacina russa foi a terceira que teve pedido para uso emergencial, um artifício para agilizar a vacinação da população. No entanto, a Anvisa delibera a aprovação das outras duas vacinas – CoronaVac e vacina de Oxford/AstraZeneca – neste domingo (17).

SPUTINIK V USA TECNOLOGIA SEMLHANTE À VACINA DE OXFORD

A Sputinik V utiliza de adenovírus modificados para provocar resposta imune contra a Covid-19. Segundo o governo russo, a eficácia é de 92%, mas o estudo ainda precisa ser revisado e publicado. Em duas doses, a proteção chega a 95%.

A tecnologia da vacina russa, conhecida como vetor viral, é a mesma usada pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em dezembro, a Inglaterra aprovou o uso deste imunizante, com foco na proteção de idosos e profissionais da saúde.

A vacina desenvolvida pela Janssen – braço farmacêutico da Johnson & Johnson -, que também é testada no Brasil, é outro imunizante baseado na técnica do vetor viral. Os resultados preliminares da fase 3 ainda não foram concluídos.

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