Saiba como foram os testes da Coronavac em Curitiba

Fábio Buchmann - CBN Curitiba

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A vacina CoronaVac, testada em Curitiba no Complexo Hospital de Clínicas, vinculado à Universidade Federal do Paraná, tem 78% de eficácia no combate ao novo coronavírus.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (07), em coletiva de imprensa, pelo Instituto Butantan, fabricante da vacina no Brasil, em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A expectativa é que o instituto solicite à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a autorização para o uso emergencial da vacina.

O Complexo Hospital de Clínicas é um dos centros de pesquisa que fazem parte do estudo coordenado pelo Instituto Butantan. Foram vacinados com a Coronavac 1,4 mil voluntários em Curitiba. A aplicação das doses já foi concluída e agora todos estão sendo monitorados.

Os participantes da pesquisa receberam duas doses do imunizante, com um intervalo mínimo de 14 dias e máximo de 28. A médica Sônia Raboni, chefe do serviço de infectologia do Hospital de Clínicas e coordenadora do estudo da CoronaVac em Curitiba, explicou à CBN como funcionou a metodologia de monitoramento durante os testes.

“Nós entramos em contato várias vezes com os participantes…eles já tinham algumas consultas pré-agendadas após receber a vacinação. E sempre que apresentavam algum sintoma sugestivo de covid ou qualquer outro sintoma nós pedimos que os participantes relatassem ao centro essa intercorrência clínica.”

A vacina, em alguns casos, teve eficácia de 100%, segundo a médica infectologista. “Tivemos uma eficácia da vacina de 78% nos casos com score 3 ou acima. Então, são aquelas pessoas que precisavam de alguma assistência médica ou tomar medicamentos. E uma eficácia de 100% nos casos de grau 4 ou acima, aqueles que precisam de hospitalização.”

Dra. Sonia diz ainda que uma vez comprovada a eficácia da Coronavac, os próximos passos dependem agora da Anvisa. “Agora com o resultado, o que a gente aguarda é que a Anvisa analise esses dados e confirme esses dados e que ela libere a vacinação para o grupo placebo.”

Esta é uma pesquisa em que parte dos voluntários recebeu a vacina; e parte recebeu placebo. A pesquisa com a CoronaVac tem duração total de um ano, se estendendo até outubro de 2021.

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