Covid-19: Huçulak admite risco de colapso do sistema de Saúde em Curitiba: “tudo é finito”

Vinicius Cordeiro

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A secretária municipal da Saúde Márcia Huçulak reconheceu pela primeira vez nesta pandemia que Curitiba corre riscos de não conseguir atender toda a população caso o avanço do coronavírus não seja contido. Uma das ações para evitar o colapso foi a publicação do decreto da bandeira laranja nesta sexta-feira (27) para tentar cortar a transmissão da covid-19.

“Se a sociedade não nos ajudar, corremos riscos sim de ter problemas sérios de assistência. Tudo é finito na vida. Vamos chegar em um momento que não terá mais para onde correr. Não adianta cama, eu preciso de técnico de enfermagem, intensivistas. A situação é grave”, admitiu Huçulak.

Conforme o boletim municipal, Curitiba superou a marca de 75 mil casos e 1.694 mortes. Neste momento são 12.973 pessoas capazes de transmitir do vírus.

A taxa de ocupação de leitos UTI SUS é de 93%. Dos 339 leitos existentes na rede pública, 24 estão livres. Além disso, a rede privada também enfrenta a crise do novo avanço da covid-19. Nessa semana quatro hospitais particulares (Instituto de Neurologia e Cardiologia, Marcelino Champagnat, Nossa Senhora das Graças e Sugisawa) fecharam o pronto atendimento por tempo indeterminado.

Huçulak afirma que esse período é uma tempestade e já se acostumou com as críticas feitas à atual administração. Por fim, ela ainda pede que todas as pessoas que sejam casos ativos (capazes de transmitir a doença) se isolem.

“Fique em casa, por favor, em imploro. Precisamos baixar o trauma e a movimentação na cidade. Temos aumento de pessoas procurando serviço das emergências. precisamos baixar a cidade, as pessoas precisam recolher cedo, para que a gente consiga estabilizar o sistema de Saúde”, completou.

HOSPITAIS DE CAMPANHA SERÃO ÚLTIMA OPÇÃO EM CURITIBA, DIZ HUÇULAK

A secretária Márcia Huçulak também voltou a descartar a possibilidade da construção de hospitais de campanha. No início da pandemia, o Athletico-PR chegou a oferecer a Arena da Baixada como local para ajudar na crise sanitária.

Contudo, a prefeitura de Curitiba mantém a mesma posição e diz que confia na rede hospitalar. “As pessoas têm fissura com hospital de campanha. Se for a última alternativa, faremos. Mas temos muito espaço dentro dos nossos hospitais e temos estruturas hospitalares que podem sim ser usadas para atender covid. Não é em uma barraca de campo de futebol”, finalizou a secretária.

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