Sindicato dos médicos reivindica isolamento social de 70% no Paraná: “tragédia humanitária”

Redação

Sindicato dos médicos reivindica medidas para amenizar colapso no Paraná: "tragédia humanitária"

Com o aumento expressivo no número de casos e mortes em decorrência da Covid-19 e do colapso no sistema de saúde pública e privada no Estado, o Simepar (Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná) reivindica o isolamento social de 70% da população.

Em uma nota, a classe médica intitula a crise que estamos vivendo de “tragédia humanitária”. Com algumas medidas (confira abaixo), o sindicato pede que os gestores públicos e estaduais implementem ações para aliviar os efeitos do colapso.

Na opinião dos médicos, neste momento o ideal seria a implementação de um “lockdown” que proporcionasse o índice de isolamento social de 70% da população. Um exemplo é Araraquara, em São Paulo, que com o endurecimento das medidas conseguiu a diminuição da contaminação em apenas 10 dias.

Além disso, os profissionais reforçam que as medidas de restrições de circulação de pessoas devem ser adotadas em conjunto pelos municípios que integram as regiões metropolitanas. “De pouco adianta uma cidade adotar medidas restritivas se o município vizinho não adotar medidas semelhantes.”

Que é o que aconteceu com Curitiba durante a vigência da bandeira laranja. Na Capital, mercados permaneciam fechados aos domingos, mas nos municípios vizinhos eram abertos, fazendo com que muitos moradores se deslocassem atrás de alimentação.

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS E CENTROS REGIONAIS DE REFERÊNCIA

Desde o início da pandemia, o número de leitos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) foi duplicado, porém, o Simepar alerta que existem muitos profissionais que não estão capacitados.

“Para que seja possível ampliar ainda mais o atendimento e evitar que pacientes venham a óbito sem a devida acolhida, é urgente que sejam implementadas ações de capacitação de profissionais médicos intensivistas, fisioterapeutas, e de enfermagem.” Confira abaixo mais medidas!

  • criação de centros regionais de referência: “evitando ao máximo os deslocamentos em grandes distâncias, pois eles aumentam os riscos de agravamento do quadro dos pacientes”;
  • atendimento psicológico para profissionais da Saúde, em especial aos que estão na linha de frente;
  • oficialização e implementação de Protocolos Éticos de Atendimento: “para que não recaía nos médicos a decisão sobre quem ocupará um leito de UTI ou enfermaria”;

ECONOMIA x COLAPSO NA SAÚDE DO PARANÁ

Para o Simepar, o transporte público municipal também deve cumprir medidas rígidas, já que ônibus lotados são altamente propícios para a proliferação e contágio da Covid-19, segundo os profissionais de saúde. “É muito importante que os ônibus circulem com lotação reduzido, com os passageiros todos sentados.”

“Sobre a imunização por vacina, é urgente que se atinja a vacinação de 30% da população, evoluindo progressivamente para até 90% na medida em que as vacinas sejam disponibilizadas.”

Segundo o Dr. Marlus Volney de Morais estamos vivendo uma emergência sanitária sem precedentes, mas as vidas estão em primeiro lugar. “Não há como tentar resolver a crise econômica sem superar a emergência sanitária e humanitária. Não existe economia sem a vida das pessoas”, disse.

Ainda no âmbito econômico, a sugestão é de distribuição de auxílio emergencial, isenção de impostos e tributos e a criação de linhas de créditos para pequenos empreendedores.

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