Sputnik V é aprovada para uso emergencial no Paraguai

Redação

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A vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, foi registrada no Paraguai, informou nesta sexta-feira (15) o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto). O imunizante é utilizado para combater a covid-19 em outros três países da América do Sul: Argentina, Bolívia e Venezuela.

O Ministério da Saúde do Paraguai autorizou o uso emergencial apesar da ausência de ensaios clínicos em território paraguaio. O registro foi aprovado a partir de uma lei que permite o uso, em casos como esse, caso a vacina ja tivesse sido analisada e aprovada por agências de vigilância sanitária dos Estados Unidos, da Europa, ou de países de referência na América do Sul.

No Brasil, as negociações relacionadas a esta vacina são conduzidas pelo laboratório União Química, sediado em São Paulo (SP), que havia prometido solicitar a autorização do uso emergencial da Sputnik V no Brasil ainda nesta semana. Segundo o RDIF, a Rússia teria capacidade de oferecer 10 milhões de doses para o país até o final do primeiro trimestre.

A definição caberá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que já analisa os pedidos para uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca.

Sputnik V já é aplicada em países da América do Sul. Na Argentina, 99,3% das reações atribuídas à Sputnik V foram leves ou moderadas. Os cidadãos argentinos começaram a ser imunizados em dezembro. A Bolívia também aprovou o uso da vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou para controlar a pandemia da covid-19.

“Estamos prontos para uma cooperação em larga escala no abastecimento e na produção para iniciar a vacinação da população do Brasil o mais rápido possível”, disse o CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev.

“A Sputnik V é uma vacina segura e eficaz criada em uma plataforma comprovada e bem pesquisada de vetores adenovirais humanos. Vários países da América Latina já estão vacinando pessoas com a Sputnik V, e esperamos que o Brasil se junte a eles nas próximas semanas”.

SPUTNIK V USA TECNOLOGIA SEMLHANTE À VACINA DE OXFORD

Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, utiliza de adenovírus modificados para provocar resposta imune contra a Covid-19. Segundo o governo russo, a eficácia é de 92%, mas o estudo ainda precisa ser revisado e publicado. Em duas doses, a proteção chega a 95%.

A tecnologia da vacina russa, conhecida como vetor viral, é a mesma usada pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em dezembro, a Inglaterra aprovou o uso deste imunizante, com foco na proteção de idosos e profissionais da saúde.

A vacina desenvolvida pela Janssen – braço farmacêutico da Johnson & Johnson -, que também é testada no Brasil, é outro imunizante baseado na técnica do vetor viral. Os resultados preliminares da fase 3 ainda não foram concluídos.

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O gene do patógeno é inserido dentro de outro vírus, simulando uma infecção sem causar a doença (Reprodução/OMS/Nature)

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