Sputnik V: Argentina recebe aprovação da Rússia para iniciar produção local da vacina

Redação

Estados do Nordeste assinam termo de compromisso para importar Sputnik V

A Argentina anunciou hoje (2) que vai começar a produção em larga escala da Sputnik V, a vacina russa contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, sediado em Moscou.

Embora a data exata ainda não tenha sido divulgada, a expectativa é de que o trabalho comece “em breve”. A produção local do imunizante será feita pelo Laboratório Richmond e pode iniciar dentro de 30 dias.

A informação foi confirmada pela ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti.

Segundo a Casa Rosada, os três lotes de teste fabricados pelo laboratório argentino foram aprovados pelos cientistas russos. Dessa forma, o país latino deve receber os insumos necessários para produzir a Sputnik V localmente.

SPUTNIK V NA ARGENTINA

A vacina russa contra a covid-19, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, é aplicada na Argentina desde dezembro de 2020. O país foi o primeiro das Américas a autorizar o uso deste imunizante.

Em fevereiro deste ano, o Laboratório Richmond entrou em acordo com o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) para viabilizar a produção da Sputnik V na Argentina.

O laboratório fica instalado no município de Pilar, na província de Buenos Aires. O Richmond anunciou investimentos estimados em US$ 80 milhões para os próximos cinco anos.

Os lotes de teste foram fabricados em abril e remetidos a Moscou para análise de satisfação de qualidade pelos cientistas do Instituto Gamaleya.

PARANÁ PERDEU O PROTAGONISMO

Anunciada com entusiasmo pelo governo do Paraná, em setembro de 2020, a Sputnik V enfrentou problemas técnicos no Brasil e não foi testada em território nacional. O Instituto Gamaleya de Moscou tem um acordo de cooperação técnica com o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Ao fazer o anúncio oficial da parceria com os russos, o Palácio Iguaçu afirmou que submeteria o protocolo de validação da fase 3 dos ensaios clínicos da Sputnik V até o final de setembro de 2020. No entanto, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) nunca foi acionada.

Segundo o Tecpar, após a assinatura do memorando de entendimentos para cooperação técnica entre o governo do Paraná e o RDIF, o órgão trabalhou na tradução dos relatórios e na elaboração da documentação exigida pela Anvisa.O Tecpar afirmou que revisões feitas pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia travaram as ações de cooperação do instituto paranaense no projeto.

Meses depois, o governo da Bahia surgiu como novo parceiro do Instituto Gamaleya no Brasil. Posteriormente, a farmacêutica União Química, de São Paulo, assumiu a dianteira do projeto e passou a negociar diretamente com a Anvisa, sem sucesso.

SPUTNIK V USA TECNOLOGIA SEMLHANTE À VACINA DE OXFORD

Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, utiliza de adenovírus modificados para provocar resposta imune contra a Covid-19. Segundo o governo russo, a eficácia é de 92%. Em duas doses, a proteção chega a 95%.

A tecnologia da vacina russa, conhecida como vetor viral, é a mesma usada pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em dezembro de 2020, a Inglaterra aprovou o uso deste imunizante para idosos e profissionais da saúde.

A vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, é outro imunizante baseado na técnica do vetor viral. Os resultados da fase 3 de testes apontaram para uma eficácia de 66% para casos leves e moderados e 76% para casos graves após 14 dias de aplicação.

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O gene do patógeno é inserido dentro de outro vírus, simulando uma infecção sem causar a doença (Reprodução/OMS/Nature)

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