Sputnik V: Fundo Russo e União Química prometem 10 milhões de doses para o Brasil

Angelo Sfair

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Após acordo selado entre o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) e a farmacêutica União Química, sediada em São Paulo (SP), a Rússia prometeu fornecer ao Brasil 10 milhões de doses da Sputnik V, vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou contra a covid-19. Os imunizantes devem ser enviados ao País no primeiro trimestre de 2021, com entregas iniciadas em janeiro.

A partir do entendimento entre as partes, o Fundo Russo e a farmacêutica informaram nesta quarta-feira (13) que vão solicitar a autorização do uso emergencial da Sputnik V no Brasil ainda nesta semana. A definição caberá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que já analisa os pedidos para uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca.

A Sputnik V já é aplicada em países da América do Sul. Na Argentina, 99,3% das reações atribuídas à Sputnik V foram leves ou moderadas. Os cidadãos argentinos começaram a ser imunizados em dezembro. A Bolívia também aprovou o uso da vacina desenvolvido pelo Instituto Gamaleya de Moscou para controlar a pandemia da covid-19.

“Estamos prontos para uma cooperação em larga escala no abastecimento e na produção para iniciar a vacinação da população do Brasil o mais rápido possível”, disse o CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev.

“A Sputnik V é uma vacina segura e eficaz criada em uma plataforma comprovada e bem pesquisada de vetores adenovirais humanos. Vários países da América Latina já estão vacinando pessoas com a Sputnik V, e esperamos que o Brasil se junte a eles nas próximas semanas”.

SPUTNIK V USA TECNOLOGIA SEMLHANTE À VACINA DE OXFORD

A Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, utiliza de adenovírus modificados para provocar resposta imune contra a Covid-19. Segundo o governo russo, a eficácia é de 92%, mas o estudo ainda precisa ser revisado e publicado. Em duas doses, a proteção chega a 95%.

A tecnologia da vacina russa, conhecida como vetor viral, é a mesma usada pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Em dezembro, a Inglaterra aprovou o uso deste imunizante, com foco na proteção de idosos e profissionais da saúde.

A vacina desenvolvida pela Janssen – braço farmacêutico da Johnson & Johnson -, que também é testada no Brasil, é outro imunizante baseado na técnica do vetor viral. Os resultados preliminares da fase 3 ainda não foram concluídos.

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O gene do patógeno é inserido dentro de outro vírus, simulando uma infecção sem causar a doença (Reprodução/OMS/Nature)

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