Tratativas para produção da Sputnik V seguem pendentes no Paraná

Grasiani Jacomini - CBN Curitiba

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No Paraná, há uma grande expectativa sobre a produção da vacina Sputnik V, contra a Covid-19, mas as tratativas do governo do estado com o governo russo ainda não foram finalizadas.

Em agosto o governo do Paraná assinou o memorando de entendimento com o Fundo de Investimento Direto da Rússia para ampliar a cooperação técnica, as transferências de tecnologia e os estudos sobre a vacina. O acordo deixa aberta a possibilidade de realização de testes, produção e distribuição do imunizante.

A previsão era de que o início dos testes em 10 mil pacientes acontecesse em outubro, mas foi adiada porque ainda não foi validada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Procurada pela CBN Curitiba, a Anvisa informou que ainda não recebeu o protocolo de validação do imunizante.

No início de setembro, o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, havia informado sobre a previsão de imunização nos paranaenses. “O pedido de solicitação para os testes da fase 3 nós encaminharemos até o final de setembro, essa é a nova previsão. Claro que muitas informações para complementação do dossiê de desenvolvimento do medicamento e do protocolo de ensaio clínico estão vindo das Rússia. Depende muito da dinâmica e da velocidade de informação entre as equipes.”

Procurado pela CBN Curitiba, o Tecpar informou que aguarda a definição do parceiro russo sobre ações de cooperação do instituto paranaense no projeto.

A expectativa, segundo o Tecpar, é de que a produção da vacina aconteça somente no segundo semestre de 2021, caso a eficácia seja comprovada, e a parceria com a Rússia realmente efetivada.

Nesta terça-feira (24) o Intituto Gamaleya e representantes do governo russo anunciaram que a vacina russa Sputnik V tem eficácia de 91,4%. A análise de fase 3 foi feita com 40 mil voluntários. O imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 21 dias, e segundo o governo russo, não apresenta efeitos colaterais significativos.

No Paraná segue em andamento o estudo da vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac Biotec, em parceria com o Instituto Butantã. Os estudos estão sendo coordenados pelo Complexo Hospital de Clínicas.

Em Curitiba também estão em andamento os testes da vacina Johnson & Johnson, do laboratório Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. Os testes estão sendo feitos pelo Centro de pesquisa do Centro Médico São Francisco, com a coordenação do médico infectologista Clovis Arns da Cunha, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Ao todo são mil voluntários sendo testados na capital.

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