Universidade de Maringá lança tecnologia que detecta Covid-19 em três segundos

Redação

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A UEM (Universidade Estadual de Maringá) e a empresa Gluco Scan divulgaram hoje (18) um aparelho capaz de diagnosticar a presença da Covid-19 em três segundos. Chamada de SpectroCheck, a tecnologia cabe na palma da mão e faz o escaneamento molecular da saliva contida na língua.

Os resultados de rastreamento ficam integrados à memória do aparelho, que tem tecnologia bluetooth. Isso facilita a transmissão de dados a nuvens, computadores e smartphones.

Os pesquisadores da universidade afirmam que a tecnologia tem 83,87% de sensibilidade (capacidade de acertar o resultado positivo) e 91,07% de especificidade (capacidade de acertar o resultado negativo). São dados científicos bastante promissores para auxílio ao combate à pandemia da Covid-19.

Os índices foram retirados de um estudo, realizado entre 12 e 29 de maio. 970 pessoas, que tiveram as identidades preservadas, participaram do experimento para saber se estavam com coronavírus ou não.

Os resultados positivos das amostras coletadas, interpretados por profissionais de saúde, foram submetidos à contraprova em um laboratório de Maringá por meio do exame padrão-ouro de RT-PCR.

João Otávio Sedovski Garcia, diretor de desenvolvimento e pesquisa do SpectroCheck, conta que o trabalho no software está sendo desenvolvido desde junho de 2020. Anteriormente, o objetivo era uso da aplicação para análise de outras doenças, como por exemplo a dengue.

“O SpectroCheck detecta a Covid-19 em pacientes assintomáticos com altíssima precisão. E o mais importante: possibilita pesquisas futuras em diagnóstico de outras doenças, pois a espectrometria de massa é uma técnica de detecção molecular aplicada a diversas substâncias”, diz ele.

COMO FUNCIONA A TECNOLOGIA CRIADA NA UNIVERSIDADE DE MARINGÁ

(Divulgação/UEM)

O espectrofotômetro com o software SpectroCheck faz o escaneamento molecular da saliva humana contida na língua. Não é invasivo ao paciente e recebe uma troca de filtro plástico transparente a cada uso, seguindo rigorosos protocolos de biossegurança e atento às boas práticas de engenharia.

O Departamento de Estatística (DES) e o Programa de Pós-Graduação em Bioestatística (PBE) da UEM colaboraram na análise de dados e os testes de radiação seguiram um procedimento de um laboratório israelense, credenciado por uma associação dos Estados Unidos.

O coordenador do projeto, Dennis Armando Bertolini, professor do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina (DAB) e do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Saúde (PCS) da UEM, explicou que para a realização do teste o aparelho é apontado para a língua a uma distância de 1 a 10 centímetros e emite um raio infravermelho, indolor, que transforma em gráfico digital a leitura da espectrometria de massa, método de análise óptico mais utilizado em investigações biológicas.

“Como a Covid-19, principalmente no início, atinge o trato respiratório superior, o vírus é detectado na boca e, consequentemente, na saliva humana”, explicou.

O detector coleta amostras espectrais de saliva em uma faixa de comprimento de onda de 740 a 1.070 nanômetros.

Por fim, a tecnologia não exige a apresentação de sintomas relacionados à Covid-19 ou uma quantidade mínima de dias para sua execução, “bem como não apresenta resultado específico quantitativo sobre anticorpos relacionados ao mesmo, ou percentual quantitativo de carga viral positiva em pacientes contaminados”, segundo o relatório do estudo.

– Foto: UEM

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