Vacina tem eficácia “limitada” contra variante sul-africana. País suspende vacinação

Redação

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Depois dos primeiros resultados feitos em uma universidade de Johanesburgo, a África do Sul anunciou neste domingo (7) a suspensão temporária do seu programa de vacinação contra a covid-19. Segundo esse estudo, a vacina a ser usada, a AstraZeneca/Oxford demonstrou eficácia “limitada”  contra a variante do novo coronavírus detectada no país. As informações foram veiculadas pela agência portuguesa Lusa.

A vacinação deveria começar nos próximos dias. Seriam aplicadas 1 milhão de vacinas desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

O estudo da Universidade de Witwatersrand, porém, ainda  pelos pares. Mas ele diz que esta vacina oferece “proteção limitada contra formas moderadas da doença causada pela variante detetada da África do Sul em adultos jovens”.

O ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, garantiu que a suspensão é temporária.”Este é um problema temporário, temos de suspender as vacinas AstraZeneca/Oxford até termos resolvido estes problemas”, disse.

Não há dados sobre eficácia da AstraZeneca contra formas graves

Os resultados preliminares mostraram que a vacina é apenas 22% eficaz contra formas moderadas da doença. Ainda não há resultados sobre a sua eficácia contra formas graves.

A África do Sul tem mais de 1,5 milhão de casos e mais de 46 mil mortes por covid-19. O país recebeu o seu primeiro carregamento de 1 milhão de vacinas na segunda-feira.

e espera a entrega de 500 mil doses adicionais em fevereiro. Todas elas são vacinas AstraZeneca/Oxford produzidas pelo Sérum Instituto da Índia. As primeiras doses seriam para 1,2 milhão de profissionais de saúde.

O Ministério da saúde negocia, porém, com outros laboratórios. “Nas próximas quatro semanas, teremos as vacinas Johnson & Johnson e Pfizer”, disse o ministro.

A vacina da AstraZeneca/Oxford foi aprovada por vários países, mas alguns, incluindo mais de uma dezena de europeus, preferiram recomendá-la apenas para pessoas com menos de 65 anos de idade, devido à falta de dados sobre a eficácia em pessoas mais velhas.

 

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