Pazuello diz que dados da vacina russa contra a covid-19 são rasos

Redação

Pazuello afirma que vacinação contra a Covid-19 começa em janeiro de 2021

Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, disse nesta quinta-feira (13) que os dados da vacina russa contra a covid-19 são rasos. Ele participou da reunião do governo do Paraná com autoridades da Rússia que selou o acordo preliminar para avançar nos estudos da Sputnik V, a vacina russa.

“Está muito incipiente, as posições estão ainda muito rasas. Nós não temos profundidade nas respostas e não temos o acompanhamento dos números”, afirmou Pazuello em audiência na comissão mista do Congresso Nacional.

“Pode até haver [eficácia], mas tem que ter muita negociação e trabalho para que isso seja avalizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que nós possamos discutir a compra”, completou ele.

OMS RECEBEU NOVOS DADOS DA VACINA RUSSA

A OMS (Organização Mundial da Saúde) avançou no diálogo com a Rússia e diz que tem recebido dados importantes sobre a candidata de vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleia de Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o registro da primeira vacina do mundo contra a covid-19 na terça-feira (11). A notícia, no entanto, gerou desconfiança da comunidade científica internacional pela falta de transparência na divulgação dos resultados.

“Nesse momento o governo da Rússia está em excelente relações com a OMS, repassando as informações sobre os estudos clínicos, que não haviam sido repassados ainda, para que se possa avaliar tanto a eficácia e fazer uma recomendação adequada”, relatou a vice-diretora-geral da OMS, Mariângela Simão, à rádio Bandeirantes.

De acordo com ela, o cenário positivo estimado da OMS espera vacinar 20% da população global até o fim de 2021. Além disso, a entidade acredita que dificilmente algum antígeno será produzido ainda neste ano.

Até agora, mais de 100 candidatas à vacina foram registradas na OMS, sendo que cinco já estão em fase final de estudos clínicos.

PARANÁ E RÚSSIA FECHAM ACORDO PARA VACINA SER PRODUZIDA NO BRASIL

O governo do Paraná firmou a parceria com a Rússia por meio da aproximação do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e do Instituto Gamaleia de Moscou. Contudo, o Estado ainda não recebeu dados relacionados à segurança e eficácia da vacina russa.

“A ideia do memorando de entendimento é ampliar a cooperação e estabelecer uma parceria. Estamos avançando nas tratativas para transferência de tecnologia”, afirmou o governador Ratinho Junior (PSD) ontem.

Conforme o Tecpar, uma força-tarefa será montada até a semana que vem para trabalhar no recebimento dos dados da Rússia. E expectativa é protocolar a intenção de pesquisa junto à Anvisa dentro de um prazo de 30 a 40 dias.

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